loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Arquidiocese re�ne padres para debater c�lulas-tronco

Ouvir
Compartilhar

| FÁBIA ASSUMPÇÃO Repórter A realização de pesquisas com células-tronco nunca foi bem vista pela Igreja Católica. Mas o assunto polêmico acabou sendo tema de um palestra ontem de manhã, do legista Gerson Odilon Ferreira para uma platéia formada por padres da Arquidiocese de Maceió. Gerson Odilon faz parte dos Movimentos dos Cursilhos da Igreja Católica e é professor de Bioética da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Na palestra, Odilon salientou que hoje não existem estudos que comprovem até que ponto a realização das pesquisas com células-tronco são eficazes, até porque não foram experimentadas em seres humanos. E também dos danos que elas podem causar. Mesmo assim, ele disse que, mesmo pelo lado religioso, não se pode deixar de lado a discussão sobre essa questão. ?Se uma pessoa pede a Deus todos os dias uma solução para uma doença de seu filho, é possível encontrar isso por meio da ciência?, observa Gerson, para dar um exemplo do dilema que envolve a questão. Segundo o legista, a Igreja Católica sempre teve uma posição intransigente contra as pesquisas com células-tronco, porque envolve o conceito de sacralidade da vida. Embriões Um dos pontos que fazem com que a Igreja Católica não veja com bons olhos as pesquisas com células-tronco embrionárias é que isso implica na obrigatoriedade de destruição dos embriões, ou seja, a origem da vida. A Lei de Biossegurança, aprovada em março deste ano pelo Congresso Nacional, proíbe a produção de embriões humanos para servir como material biológico para essas pesquisas. As células-tronco podem se diferenciar e constituir diferentes tecidos do organismos. Outra capacidade especial das células-tronco é a auto-replicação, ou seja, elas podem gerar cópias idênticas de si mesmo. Essas células podem atuar na substituição de tecidos lesionados, o que poderia representar a cura de doenças como Alzheimer, Parkison e outras doenças musculares. O arcebispo de Maceió, dom José Carlos Melo, disse que tudo o que envolve a vida do homem é, de antemão, objeto de interesse da Igreja, inclusive novas questões que se apresentam, como a das células-tronco. Segundo ele, a Igreja Católica tem posicionamento definido em relação ao assunto, mas precisa estar aberta a discussões. ?É a Teologia enriquecida com a contribuição da ciência?, afirma o arcebispo.

Relacionadas