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Greve p�ra ag�ncias dos Correios em AL

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| FÁTIMA ALMEIDA Repórter Cerca de 800 trabalhadores dos Correios em Alagoas estão parados, segundo dados do Sindicato da categoria. A greve, deflagrada à zero hora de ontem, como forma de pressionar o governo a avançar na negociação salarial, atingiu sobretudo os setores de entrega de correspondências (carteiros), atendimento ao público nas agências e as operações de triagem e transbordo (OTT). De acordo com o presidente do Sindicato, Manoel Cantoara, a paralisação teve a adesão, logo no primeiro dia, de mais de 80% dos 1.167 funcionários dos Correios em Alagoas. ?Tem setores, na capital, onde a adesão é de 90%. Apenas o setor administrativo está funcionando, além de alguns trabalhadores novatos e serviços terceirizados?, disse ele. A greve é nacional. Segundo Cantoara, das 33 Regionais no Brasil, 24 aderiram ao movimento, e na sua opinião, a tendência é crescer. Os trabalhadores dos Correios têm data-base em 1º de agosto e começaram a negociar em julho. Eles querem a reposição da inflação do período, mais 20% de ganho real, e mais 50% referentes a perdas acumuladas, entre outras reivindicações. O governo acenou com uma contraproposta de 8% de reajuste entre agosto e dezembro deste ano, e mais 3% em janeiro, totalizando 11,9%, mais um abono de R$ 600, mas a categoria não aceitou. Ontem, os funcionários em greve se concentraram na frente da agência do Tabuleiro do Martins e atuaram em outras agências e postos com atividades de mobilização. Para hoje, está previsto um ato público no centro da cidade. PLANO B Em todo o País, segundo estimativa do Comando Nacional de Negociação, ligado à Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios (Fentect), a greve dos Correios atingiu ontem 70% dos funcionários. A assessoria dos Correios informou, no entanto, que o movimento afetou apenas 20% das atividades, principalmente nas áreas de transporte e distribuição. Um plano de contingência da estatal já foi acionado para minimizar os efeitos da greve na prestação dos serviços. Estão sendo contratadas cerca de 2.000 pessoas em caráter temporário para fazerem o serviço que não está sendo prestado pelos grevistas.

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