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Obra de elevado vai mexer com tr�nsito durante constru��o

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MARCOS RODRIGUES Repórter A primeira grande obra pública da gestão do prefeito Cícero Almeida (PTB) começa a sair do papel. Hoje, na Secretaria Municipal de Infra-estrutura (Seinfra) ocorre a primeira reunião ampliada dos técnicos e especialistas que vão atuar na construção da passagem de nível que será erguida no cruzamento da Av. Dom Antônio Brandão com a Av. Thomás Espíndola, com prolongamento pela Ladeira Geraldo Mello - a da antiga rodoviária. Ao contrário das primeiras informações, não se trata de um viaduto, mas sim de uma obra similar a que existe na Avenida Leste/Oeste, que passa por baixo da Fernandes Lima. A Gazeta tentou ter acesso aos detalhes do projeto, mas a maquete com as modificações somente será apresentada à imprensa na próxima semana. As obras devem ter início no próximo dia 1º de outubro. Ao todo, a Seinfra espera que a construção consuma de seis a oito meses para ficar pronta. ?Vamos trabalhar para que o trânsito fique paralisado o mínimo possível?, disse o secretário municipal de Infra-estrutura, engenheiro Roberto Fernandes. O volume de recursos empregados no projeto oscila entre R$ 6 milhões a R$ 8 milhões. A construtora responsável pelo projeto é Amorim Barreto, com sede no Estado. A prefeitura ainda não tem a quantidade de pessoas que serão envolvidas na efetivação do projeto. Mas existe uma expectativa da secretaria quanto à geração de empregos durante o período de construção. ?O número de contratados deve ser grande, por causa das dimensões da obra?, acredita Fernandes. Primeira etapa A construção da passagem de nível é a primeira etapa das obras que visam desobstruir o trânsito da capital em direção ao Centro. Os estudos de viabilidade já vinham sendo realizados e, segundo o secretário Roberto Fernandes, é meta da prefeitura criar alternativas de tráfego. ?O prefeito Cícero Almeida determinou que trabalhássemos num projeto que represente, ao seu final, melhor fluxo do trânsito. Diante dos levantamentos que fizemos, essa área do conhecido sinal que dá acesso ao Colégio Marista é a primeira?, adiantou o secretário de Infra-estrutura. Ele acrescentou que depois da primeira etapa concluída será notada a diferença em circular na região, por causa da eliminação do sinal. A obra vai alterar um dos cenários mais conhecidos da cidade. Segundo o projeto, a Ladeira Geraldo Mello será escavada para que possa chegar até o seu prolongamento, na Avenida Thomás Espíndola. Serão mais de 50 metros de túnel. Em seguida serão erguidas paredes de concreto armado. Esquema O trânsito nesse período será desviado por outras ruas secundárias no bairro do Farol. Hoje, durante a reunião entre o superintendente Municipal de Trânsito, Ivan Vilela, e o secretário Roberto Fernandes serão definidas saídas para o fluxo de veículos. ?Somente depois desse encontro é que poderemos dimensionar o trabalho que será realizado?, disse Ivan, admitindo que os dois órgãos trabalharão em conjunto. Para auxiliar na montagem do esquema alternativo de trânsito participará da reunião na Seinfra um especialista em trânsito trazido de Pernambuco. O objetivo é que ele possa apresentar os números do fluxo diário de veículos na região do Farol. Adrimon, que não teve o seu sobrenome revelado, dispõe de um equipamento apropriado para calcular o volume de veículos que trafegam nos horários de pico. ### Mudanças vão continuar na Fernandes Lima Enquanto a construção da passagem de nível não começa, a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) continua com o projeto de alargamento da Avenida Fernandes Lima. Em alguns pontos onde os trabalhos já foram iniciados, os motoristas e pedestres reclamam dos transtornos. A obra é simples e se constitui a partir de um corte na calçada do canteiro da avenida. O estreitamento de 1,20m de cada lado termina por criar uma quarta via, na pista que já conta com três vias delimitadas. Segundo o superintendente da SMTT, Ivan Vilela, o objetivo é garantir um melhor fluxo na via que é uma das mais utilizadas pelos motoristas. Engarrafamento Na prática as obras não eliminam os congestionamentos nos horários de pico, mas conseguem eliminar o funil provocado pelo canteiro em alguns pontos. ?No final das contas o trânsito vai continuar parado em alguns momentos, mas ficamos com mais espaço para circular?, observou o taxista José Luiz Lima. No caso da obra que vem sendo realizada nas imediações do elevado do Cepa, o transtorno tem sido maior para os pedestres. Para os que evitam o elevado e se arriscam entre os carros, a reforma tem atrapalhado. ?Para atravessar temos que driblar os restos de construção?, disse a estudante Maria Alice. |MR

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