Cidades
MLST: menos aeroportos, mais reforma
CARLA SERQUEIRA Repórter Com a frase ?Nem só de avião vive o homem?, 800 trabalhadores ligados ao Movimento pela Libertação dos Sem Terra (MLST) bloquearam, ontem, em Alagoas, duas rodovias. Um trecho da BR-101, próximo ao município de Joaquim Gomes, e outro da BR-104, em Murici, ficaram com o tráfego paralisado das 8h30 às 14h30. A manifestação, segundo Marrom, um dos coordenadores estaduais do movimento, foi para pedir agilidade nos processos de reforma agrária no Brasil e protestar contra a inauguração do Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, hoje, às 9h. ?Este é o quarto aeroporto que o presidente inaugura em seu governo. Queremos dizer a ele que o homem não vive de avião. Enquanto isso, a reforma agrária no País está uma vergonha. Em Alagoas, as metas não foram cumpridas?, diz ele, que vai estar, com cerca de 200 sem- terra, acompanhando o discurso do presidente Lula, esta manhã, no novo aeroporto. Em Alagoas, a pauta de reivindicações do MLST é extensa. Os trabalhadores cobram a liberação das terras da Usina Agrisa, em Joaquim Gomes, e da Fazenda Peixe, em Murici; pedem a aquisição imediata de 5 mil hectares de terras do INSS e querem um acordo para liberação de financiamentos aos assentados. Outros movimentos também pretendem protestar hoje diante do presidente. Funcionários dos Correios vão marcar presença na inauguração. Eles estão em greve desde quarta-feira, pedindo reajuste salarial.