Cidades
Dono de f�brica recorre ao IMA
| BLEINE OLIVEIRA Repórter O empresário Maciel Dias, proprietário da fábrica de laticínios interditada pela Vigilância Sanitária de Santa Luzia do Norte, disse que está sendo vítima de perseguição econômica e política. ?Os concorrentes não engolem a aceitação que nosso produto está conquistando. Diferentemente deles, oferecemos qualidade? - disse Maciel, tenso com os prejuízos que a denúncia de falta de higiene e a interdição causaram a sua fábrica. A fábrica Frutagut foi instalada em Santa Luzia no início de 2004, na gestão do então prefeito Dário Bernardes. O empreendimento, ressalta o proprietário, veio ajudar a comunidade do bairro Cariolão, na zona rural do município, ?gerando emprego e renda?. Dizendo que recebeu a solidariedade dos moradores locais e de diversas autoridades, Maciel Dias corre contra o tempo para vencer a interdição e reabrir a fábrica. Ontem ele esteve no Instituto do Meio Ambiente (IMA), para solicitar estudos de impacto ambiental e informar que não há qualquer possibilidade de seu negócio estar poluindo o Rio Mundaú que, segundo ele, fica a mais de 10 quilômetros de distância. CONCORRÊNCIA DESLEAL O empresário denuncia que há motivação política e econômica na denúncia contra sua fábrica e também na ação da Vigilância Sanitária. Segundo Maciel Dias, seus produtos, leite, iogurte e queijo, estão tendo boa aceitação no mercado, principalmente em Maceió, ?provocando a raiva dos concorrentes, que passaram a agir de forma desleal?, acrescenta. Em sua avaliação, a possibilidade de fornecer para escolas municipais, como parte da merenda escolar, é outro motivo que pode ter provocado a denúncia. ?Temos um negócio pequeno, administrado com muito sacrifício e trabalho? - afirma o empresário. Para ele, talvez por ter conseguido o apoio da prefeitura municipal, na gestão anterior, esteja sendo visto como adversário. ?Mas não há motivo para isso. Meu interesse é ajudar a construir o desenvolvimento de Santa Luzia? - disse Maciel, ressaltando que sua fábrica mantém 14 empregados, todos moradores do bairro Cariolão. Briga de conselhos O proprietário acredita que esteja sendo prejudicado ainda pela disputa entre os conselhos regionais de Veterinária e de Química, que travam uma batalha judicial para controlar a assistência técnica ao setor de laticínios. ?É preciso que se diga qual desses profissionais é responsável, pois estamos sendo prejudicados? - declara Maciel. Segundo ele, se contratar um veterinário é pressionado pelo Conselho de Química, e vice-versa. Além dessa questão, o proprietário espera resolver em curto espaço de tempo as demais pendências citadas pela Vigilância Sanitária do município.