loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

MST ocupa pra�a e invade Incra para cobrar promessas antigas

Ouvir
Compartilhar

| CARLA SERQUEIRA Repórter Uma mobilização nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) levou à Praça Sinimbu, no centro de Maceió, na noite do último domingo, 3,1 mil manifestantes. O Instituto de Colonização e Reforma Agrária de Alagoas (Incra-AL), sediado na mesma praça, também foi invadido. No Brasil já são 18 Incras dominados pelos sem-terra. Ainda hoje estão previstos para chegar a Maceió mais cinco caminhões com cerca de 100 trabalhadores cada um. Eles vão permanecer acampados na Praça Sinimbu por tempo indeterminado. ?Vamos acompanhar o movimento nacional. Tudo agora vai depender das negociações em Brasília?, avisa o coordenador do MST em Alagoas, Edi Paulo de Oliveira. De acordo com ele, o governo federal traçou a meta de assentar este ano 115 mil famílias no Brasil. ?Já estamos praticamente em outubro e até agora só foram assentadas 40 mil?, divulga, afirmando serem os números do próprio Incra. Em Alagoas, a meta, segundo Edi Paulo, era assentar 3 mil famílias em 2005. Até agora, três áreas foram desapropriadas e abrigam somente 370 famílias. ?Estas áreas foram desapropriadas, mas as famílias não foram assentadas porque faltam ser repassados os créditos federais destinados a habitações e custeio?, afirma o líder do MST. ?O problema está no País inteiro?, diz ele, criticando o governo Lula. ?O presidente perdeu de fazer muita coisa. A política econômica que ele adotou é conservadora e quem perde com isso é o trabalhador, que fica esperando pelos projetos sociais?, reclama. Segundo Edi Paulo, há acampamentos em Alagoas com mais de 9 anos. ?A gente sabe que tem uma fazenda aqui no Estado devendo mais de 2 milhões de reais aos bancos e ela não vale sequer 1 milhão?, revela, dizendo que ?a diretoria do Incra em Alagoas é incompetente?. O MST permaneceu acampado na Praça Sinimbu por mais de um mês no início deste ano. A exigência, na época, era a saída do superintendente Gino César da direção do Incra. A estratégia de ocupar a praça não rendeu sucesso ao MST. Gino César continua no Incra e as desapropriações foram insignificantes, segundo o coordenador Edi Paulo. O que mudou mesmo foi o comércio no entorno da praça. A tradicional Pizzaria Sorriso fechou definitivamente as portas e outras lojas amargaram prejuízos, de acordo com Luzinete Portela, dona de uma banca de revista, que, ontem, por causa da ocupação da praça, fechou mais cedo.

Relacionadas