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Reuni�o nacional frustra sem-terra e barra desocupa��o

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CARLA SERQUEIRA FÁBIA ASSUMPÇÃO Repórteres Os trabalhadores ligados ao Movimento dos Sem Terra (MST), que deveriam ter retornado aos acampamentos ontem, permanecem acampados na Praça Sinimbu e ocupando a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária de Alagoas (Incra-AL), situado na mesma praça. A decisão de permanecer em Maceió deveu-se à falta de posicionamento do governo federal quanto às imposições da Jornada Nacional de Luta do MST, iniciada na última segunda-feira, quando 26 sedes do Incra foram dominadas por manifestantes em 20 estados do Brasil. Ontem à tarde, a coordenação nacional do movimento reuniu-se com representantes dos ministérios do Desenvolvimento Agrário, Planejamento, Casa Civil e Secretaria Geral, em Brasília, mas a reunião foi suspensa. Segundo Edi Paulo de Oliveira, líder do MST em Alagoas, não houve consenso. ?A informação que recebemos de Brasília é que a reunião seguirá pela noite [de ontem], mas só deveremos ter uma posição amanhã [hoje]?, acredita. Se o governo federal contemplar as sete pautas apresentadas pelo MST em todo o País, as sedes do Incra serão desocupadas simultaneamente. Entre as exigências do movimento está o cumprimento da meta nacional de assentamentos. Segundo Edi, 115 mil famílias deveriam ser assentadas este ano no Brasil, mas apenas 40 mil foram atendidas. Enquanto a coordenação Nacional do MST se reunia, ontem à tarde, com o governo federal em Brasília, representantes do Incra em Alagoas tomava nota das exigências do movimento no Estado. Eles querem desapropriação de terras, cestas básicas, a negação ao pedido de reintegração de posse das terras do ex-prefeito de Delmiro Gouveia, Lula Cabeleira, e créditos bancários. ### MTL entra na disputa pela Boa Esperança com MLST Enquanto o MST luta em Brasília, outros movimentos de sem-terra ?brigam? no campo. Em Porto Calvo, a 98 km de Maceió, o Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL ) e o Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST) disputam a mesma fazenda: a Boa Esperança. Há cerca de um mês, trabalhadores do MLST levantaram acampamento na fazenda, que abrange 600 hectares. Ontem, 80 famílias do MTL também acamparam no local e esperam hoje mais 150 famílias. O superintendente do Incra em Alagoas, Gino César, disse que o processo da fazenda Boa Esperança está na sede do órgão, dominada pelo MST, e, sem ele, não poderia se posicionar. |CS ### Troca de acusações marca marcha Cerca de 2.500 trabalhadores rurais do Movimento dos Sem Terra (MST) fizeram ontem uma marcha pelas ruas do centro de Maceió, com paradas estratégicas em frente ao Banco do Nordeste, onde uma comissão foi recebida pela direção da instituição. Policiais militares foram acionados para reforçar a segurança do prédio. Os sem-terra reclamam da demora de liberação de crédito para os assentamentos do MST. Desde segunda-feira, cerca de 3 mil famílias de acampamentos do MST ocupam a Praça Sinimbu e a sede do Incra em Maceió. Um dos coordenadores estaduais do MST, José Santino, disse que o MST não negocia mais com a superintendência do Incra em Alagoas. ?O Estado não avança na questão da reforma agrária porque o superintendente em Alagoas é incompetente e deveria deixar o cargo?. O representante do MST acusa o superintendente Gino César ?de perseguir politicamente o MST?. Os sem-terra exigem estrutura para os assentamentos por meio das organizações de trabalho e cumprimento do acordo feito em março de 2005, com o presidente nacional do Incra, após 33 dias de ocupação da sede do órgão em Maceió. Para evitar confronto com as lideranças do MST, Gino César deixou, ontem pela manhã, o prédio do edifício Walmap, depois que foi informado que os sem-terra fariam uma parada no calçadão do Centro. Desde segunda-feira ele está despachando no Walmap, por causa da ocupação da sede do Incra, na Praça Sinimbu, pelos integrantes do MST. Gino César rebateu as acusações feitas pelas lideranças do MST de que ele não teria cumprido a meta de assentar mil famílias sem-terra este ano. ?Eles não estão dizendo a verdade. Já assentamos este ano 650 famílias e não foi possível homologar o assentamento de mais 100 famílias por causa da ocupação do prédio do Incra?. |FAS

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