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Estudantes apelam � OAB para apurar fraudes na Uesa

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| CARLA SERQUEIRA Repórter Os estudantes estão fechando o cerco contra a diretoria da União dos Estudantes Secundaristas de Alagoas (Uesa). Eles afirmam que a última gestão deixou a entidade ?pelada?. Além do lucro de mais de R$ 8 mil apurado com a venda de carteiras estudantis este ano, sumiram também, segundo Jeamerson dos Santos, presidente do grêmio da Escola Estadual Princesa Izabel, quatro veículos - entre eles uma moto e uma kombi que servia como carro de som - computadores, acessórios de informática e equipamentos de áudio. Ficaram as dívidas. Os estudantes dizem que duas linhas telefônicas foram cortadas por falta de pagamento, funcionários não tiveram seus direitos trabalhistas respeitados e uma empresa de segurança eletrônica e uma gráfica esperam receber mais de R$ 10 mil por serviços prestados. No início do ano, sob ordem judicial, alguns diretores foram afastados da Uesa por improbidade administrativa. Sem direção O mandato da última diretoria da Uesa encerrou-se no dia 14 de setembro. De acordo com o estatuto, só ela poderia convocar novas eleições. De fato, houve tentativas, conforme explicou a estudante Indira Xavier, que coordena um movimento de oposição. ?Há 10 anos o mesmo grupo político toma conta da entidade. Em 2005, ano de eleger uma nova diretoria, esse grupo tentou realizar dois congressos escondidos no interior do Estado [Porto de Pedras e Maribondo] para se reeleger, mas conseguimos liminar na Justiça e os congressos foram anulados?, informou. No último dia 15, uma comissão extraordinária foi formada pelos secundaristas. A intenção deles é realizar um auditoria na Uesa, reunir documentos e pedir abertura de inquérito policial para apurar o desmantelamento da entidade. ?Mas não conseguimos registrar a ata da assembléia que elegeu a comissão?, afirmou Indira Xavier. Segundo ela, o cartório não legitimou o documento alegando ser um direito apenas dos diretores da Uesa. ?Queremos o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para legitimar a comissão?, revelou a estudante. Para buscar o apoio da OAB, cerca de 100 estudantes levaram as irregularidades ao conhecimento da Comissão de Direitos Humanos do órgão. Eles foram recebidos pelos advogados Narciso Fernades e Daniel Nunes. ?Não podemos tomar partido, mas vamos fazer uma ponte entre os estudantes e o procurador-geral de Justiça?, disse Fernandes, lembrando da importância do movimento estudantil. Os dois advogados foram diretores da Uesa na década de 80. Sem diretoria, o prédio da Uesa permanece fechado. Antes de ir à OAB, os estudantes colocaram uma segunda corrente e novos cadeados no portão da entidade. Muitos dizem que já sofreram ameaças. ?Tem dias que não podemos andar sozinhos?, relata Jeamerson dos Santos. A reunião dos estudantes com a OAB e o Ministério Público deve acontecer na próxima semana.

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