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MP lacra bombas com �lcool irregular

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| MARCOS RODRIGUES Repórter Rio Largo - O posto de combustíveis Aerposto, localizado na entrada de Rio Largo, em frente à saída do aeroporto, teve duas de suas bombas lacradas, ontem à tarde, por comercializar álcool anidro tipo exportação. A autuação ocorreu durante a segunda etapa da Operação Guará, desenvolvida pelo Ministério Público Estadual com o objetivo de coibir a adulteração, cartelização e evasão fiscal, frutos da comercialização do produto. O posto autuado vinha comercializando o álcool tipo exportação, que contém uma concentração acima da especificada e aceita pelos veículos brasileiros. O combustível pode prejudicar o desempenho do veículo, além de provocar danos. ?Os carros que só utilizam o álcool para exportação podem ter sua parte motora comprometida, já que não suportam a concentração. O combustível só é bem-aceito pelos flexpower, que rodam com álcool e gasolina?, explicou o promotor Alexandre Lippe. Além do aspecto da qualidade e do desempenho do produto nos carros, o álcool tipo exportação tem um redução na carga de impostos. Na prática isso representa a possibilidade de melhor margem de lucro para o comerciante. Ontem, a Gazeta esteve no local, mas não conseguiu falar com o proprietário, identificado apenas como senhor Andrade. Depois da autuação, o estabelecimento continuou funcionando, porém, sem poder comercializar álcool, já que as bombas foram lacradas, para evitar o manuseio. A autuação foi feita pelo promotor Luiz Vasconcellos, que coordena o Núcleo de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público. Segundo o promotor, o trabalho de fiscalização e autuação terá continuidade. ?Não podemos dar detalhes dos locais, apenas a informação de de que continuaremos realizando o trabalho?, confirmou Vasconcellos. Antes de iniciar o trabalho de autuação ele concedeu uma entrevista coletiva para apresentar detalhes da operação. Na ocasião, ele justificou a presença de um promotor gaúcho e de técnicos no processo de autuação. Vasconcellos disse que isso ocorreu depois de um contato mantido com o Grupo Nacional de Combate ao Crime Organizado do Colégio de Procuradores. Segundo ele, em Alagoas, cerca de 100 postos foram investigados a partir de amostras de combustíveis. A análise foi realizada na Universidade do Rio Grande do Sul. Integra a equipe de autuação o engenheiro químico Renato Zucchetti, convocado para o trabalho. ?Trouxemos nossa unidade móvel para o Estado a fim de averiguar caso a caso. Até o fim da semana teremos resultados mais completos?, disse.

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