Cidades
MST deixa pra�a ap�s cumprir ocupa��o
| BLEINE OLIVEIRA Repórter Os cerca de 1.500 trabalhadores sem-terra que ocupavam a Praça Sinimbu desde a segunda-feira, 26, voltaram para seus acampamentos. Ontem, a coordenação estadual do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), ao qual estão ligados, decidiu pelo retorno por entender que o objetivo da manifestação fora alcançado. O MST trouxe seus militantes a Maceió seguindo orientação da direção nacional do movimento, que realizou a Jornada Nacional de Luta para cobrar ações do governo Lula a fim de agilizar o programa nacional de reforma agrária. Os sem-terra ocuparam e fizeram manifestação em 20 estados brasileiros. Com a jornada, o MST apresentou ao governo uma pauta com sete itens. Entre as reivindicações do movimento está o cumprimento da meta de assentamentos prevista para este ano. ?Nada está sendo feito para atingir a meta. Nossa pauta é antiga e em nada avançou?, reclama José Renildo Moreira da Silva, conhecido como ?Zé Ciço?, membro da coordenação estadual do MST. Clima de violência Em Alagoas, a pauta do movimento inclui não apenas a desapropriação de terras, mas também itens como a negativa de reintegração de posse de terras que pertenciam ao ex-prefeito de Delmiro Gouveia, Luiz Carlos Costa, o Lula Cabeleira, e créditos bancários para os trabalhadores já assentados. Mais uma vez, e antes de desmontar o acampamento da Praça Sinimbu e desocupar a sede do órgão, o MST reafirma sua insatisfação com o superintendente do Incra-Alagoas, Gino César Menezes. ?Não negociamos nada com o Gino. Nossa obrigação é alertar as autoridades e a população para o clima de violência que está crescendo no campo, pois ele continua agindo para colocar trabalhador contra trabalhador?, denuncia Zé Ciço. Denúncia ao MP Segundo ele, o superintendente age de forma a beneficiar o Movimento pela Libertação dos Sem Terra (MLST), criando um clima de tensão entre os dois grupos. ?Já denunciamos isso ao Ministério Público e à delegacia do Ministério do Desenvolvimento Agrário?, ressalta o dirigente do MST. O superintendente Gino César nega as acusações e garante que, entre diversas razões, as ações do Incra não avançam pelas freqüentes ocupações de sua sede. Ele se comprometeu a definir um calendário de vistoria de terras, e garantiu que o instituto trabalha para cumprir a meta de assentamento prevista.