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Estudantes aderem � greve na Ufal

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| FÁBIA ASSUMPÇÃO Repórter O portão de acesso ao campus da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) foi fechado ontem de manhã, em mais um ato público promovido por servidores da universidade, que estão há quase um mês em greve. Ônibus e carros ficaram retidos na BR-104 e entrar no campus só a pé. O ato teve o apoio dos professores, que também entraram em greve desde a terça-feira. Além de um café da manhã, houve apresentações teatrais, satirizando as dificuldades dos pacientes do SUS que necessitam dos serviços no Hospital Universitário. Dessa vez, os estudantes não fizeram protestos contra o fechamento dos portões, como ocorreu na última greve dos servidores. Eles decidiram também aderir à greve e participaram até de assembléia, ontem de manhã, convocada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) para estabelecer uma pauta própria de reivindicação. Com a greve dos professores, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Ufal (Sintufal), Iolanda Ferreira, disse que a paralisação da categoria foi fortalecida. Segundo ela, a greve conseguiu uma adesão de 70% dos servidores. No Hospital Universitário (HU), a greve é parcial, já que parte dos servidores são prestadores de serviços. A greve dos professores também é por tempo indeterminado e pode comprometer o calendário do ano letivo, já que as aulas do segundo semestre foram o iniciadas há apenas uma semana. O presidente da Associação dos Docentes da Ufal (Adufal), Antônio Passos, afirmou que 27 universidades federais estão paradas em todo o País. Apesar da paralisação, Passos disse que será realizado o Congresso Universitário, marcado para o período de 3 a 7 de outubro. ?Até porque queremos usar o congresso como espaço de luta para dar visibilidade ao movimento?. Os professores cobram uma reposição salarial de 18%, incorporação de gratificações, volta dos anuênios e realização de concurso público para contratação de professores. Hoje, na Ufal, existem mais de 200 professores substitutos.

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