Cidades
Lessa chama grevistas de irrespons�veis
IVAN NUNES EDNELSON FEITOSA Repórteres O governador Ronaldo Lessa (PDT) fez ontem, em União dos Palmares, fortes críticas à greve da Polícia Civil alagoana. Ele comentou a paralisação de forma irritada. ?Essa greve não tem sentido. Trata-se de uma irresponsabilidade. Essa gente quer fazer graça, pois o que tinha de ser concedido em termos de reajuste salarial já foi dado, e a partir de agora nenhum centavo a mais de aumento será dado a eles?, afirmou Lessa. ?Esse movimento é injusto! Se houver aumento salarial para os policiais, o Estado ficará inviabilizado, não existe dinheiro para essa gente. Eles estão pensando o quê? Esse sindicato (o Sindipol) está equivocado, tem que dar bom exemplo e não fazer o que está fazendo, é preciso viver e dar o passo do tamanho de nossas pernas?, ressaltou o governador. AJUDA DA PM A direção da Polícia Civil, sob a orientação do governo do Estado, buscou uma alternativa para o problema da falta de abastecimento da frota de carros patrulhas da Polícia Civil - a bomba de combustíveis do Jacintinho foi fechada pelo comando de greve. As viaturas estão sendo abastecidas na bomba da Polícia Militar, localizada em frente ao Quartel do Comando Geral, no Centro. Para garantir os flagrantes, o diretor-geral da Polícia Civil, Roberto Lisboa, colocou as três delegacias de plantão (I, II, e III) em funcionamento 24 horas e conseguiu com o Comando do Policiamento da Capital (CPC) um reforço no policiamento ostensivo em Maceió. Isto, segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil, vem mantendo a repressão à criminalidade e as prisões em flagrante. ?FARRA? COM DINHEIRO Já o comando de greve realizou manifestação ontem, em frente ao prédio onde funciona a base da Operação Litorânea (Oplit), na Ponta Verde, tentando sensibilizar os colegas a aderirem ao movimento, que entra no seu sétimo dia, e bateram forte no governo. Representantes do Sindpol denunciaram abusos praticados pelo governo com verbas, o que chamaram de ?farra? com dinheiro público. Citaram por exemplo o grande número de cargos comissionados, segundo eles três mil, e o aluguel de centenas veículos, quando o Estado tem frota própria. O comando também distribuiu panfletos com denúncias de que a Lei 6592/05 é uma aberração jurídica, pois infringe a legislação brasileira e divide a Polícia Civil de Alagoas em duas, desprezando os policiais que trabalham diretamente com a população. O presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sindpol), Carlos Jorge da Rocha, informou que hoje haverá manifestação na base do Tigre, o grupo de operações especiais da instituição. Eles também não aderiram à greve da categoria. Segundo o sindicalista, apesar de os policiais do Tigre e da Oplit receberam subsídios diferenciados, alguns com pouco mais de R$ 2 mil, o dobro do que ganha a maioria dos policiais, eles não recebem adicionais ou horas extras. A categoria enumerou oito itens para discutir com o governo, entre eles pagamento de adicionais noturnos e de horas extras; equiparação salarial com a polícia especializada; reajuste conforme carga horária; vale-transporte e plano de cargos e salários.