Cidades
Grevistas amea�am mexer no PSS
Os professores, servidores e estudantes da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), em greve há uma semana, decidiram, ontem, em assembléia unificada, manter a paralisação e radicalizar o movimento, intensificando a mobilização no Hospital Universitário (HU) e realizando manifestações no centro da cidade. Hoje o governo federal deve se reunir com o comando de greve das duas categorias profissionais e, caso não haja avanço nas negociações, os professores e funcionários já admitem, inclusive, interferir na realização do PSS, atrasando o processo. ?Pela postura que o governo vem adotando desde o início, não alimentamos muita esperança de que se chegue a um acordo na reunião de hoje. O movimento deve radicalizar?, afirmou Yolanda Pereira, coordenadora geral do Sindicato dos Trabalhadores da Ufal (Sintufal). Os professores também estão na expectativa da reunião com o governo, mas seja qual for o desfecho, segundo Antônio Passos, presidente a Associação dos Docentes (Adufal), a greve não acaba hoje. Avanços ?Qualquer proposta do governo tem que ser submetida a assembléias na base da categoria, e essa avaliação só vai acontecer na próxima semana?, disse ele. As duas categorias reconhecem que a greve já provocou alguns avanços na posição do governo, que antes ofereceu reajuste de 0,1%. ?Agora já existe uma proposta de criação de nova classe na carreira para contemplar os professores adjuntos, que estão há dez anos sem ascensão; gratificação de 1% a 9% na titulação; criação de um grupo de trabalho para tratar de nova carreira e incorporação de gratificações, com calendário a partir de janeiro?, informa Passos. No entanto, segundo ele, essa proposta não contempla os aposentados e, a priori, não atende aos interesses da categoria. No caso dos funcionários, segundo Yolanda, houve um avanço e recuo. ?O governo acenou com negociação, mas condicionou ao fim da greve. A categoria não aceitou, porque há um histórico de acordos e compromissos não cumpridos pelo governo. Então mantivemos a greve e houve um recuo na proposta de negociação?, explicou ela. Estudantes A pauta dos estudantes, segundo Leonardo Tavares, do Diretório Central dos Estudantes (DCE), inclui, além do apoio à greve dos professores e funcionários da Ufal, a posição contrária à reforma universitária e ao programa Universidade Para Todos, que na avaliação do movimento ?desvia recursos das universidades públicas para as particulares?; e a luta por mais verbas para a educação. Hoje, a partir das 14h, o movimento se concentra no calçadão do comércio, para atividades de panfletagem e uma demonstração, para a população, sobre o funcionamento do Hospital Universitário e suas falhas, independentemente da paralisação. Na próxima segunda-feira, as duas categorias profissionais realizam assembléia a partir das 11 horas, no auditório da Reitoria.