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Vandalismo fecha ag�ncia do Bradesco

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| REGINA CARVALHO Repórter A ação de vândalos impediu o funcionamento ontem da agência do Bradesco, no bairro do Farol, uma das que não tiveram o atendimento interrompido com a greve dos bancários. Óleo queimado foi despejado dentro e fora do prédio e nos seis terminais de auto-atendimento que ficaram danificados. O comando de greve negou qualquer envolvimento com o ato de vandalismo, entretanto, durante os discursos de ontem na frente da agência, alguns membros do sindicato dos bancário atribuíram à gerência-geral a responsabilidade pelo ocorrido. A Gazeta tentou ouvir o gerente-geral da agência, Israel Moreira dos Santos, mas ele não quis falar e mandou dizer, por meio de um vigilante, que qualquer informação seria passada pela assessoria de imprensa do banco. ?Quando cheguei às 7h30 já encontrei essa situação aqui. Isso não é atitude de bancário. Nós trabalhamos pelo convencimento?, dizia Márcio dos Anjos, da direção do Sindicato dos bancários. Coincidentemente a agência do Bradesco no Farol, alvo dos vândalos, foi escolhida para a realização de um piquete. ?Quando chegamos tivemos essa surpresa desagradável. Somos contra esse ato de vandalismo?, acrescentou Márcio dos Anjos. Ele não citou nomes, mas não descartou a possibilidade de algum cliente ter sido o responsável. ?Soube que um cliente saiu daqui muito irritado com a greve?. Outros sindicatos resolveram apoiar a greve dos bancários e estiveram ontem na agência do Bradesco para participar do piquete. ?O Sinteal está apoiando essa luta dos bancários que tem uma jornada de trabalho estressante. O Bradesco é uma das agências que mais tiveram lucro no Brasil?, disse Lenilda Lima, membro do Sinteal. Além do Sinteal, participaram do protesto ontem a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Correios, Sindicato dos Urbanitários e da Polícia Civil. O gerente-geral da agência, Israel Moreira, e dois vigilantes foram os únicos a comparecer ao trabalho ontem. Nenhuma operação financeira foi realizada nos caixas eletrônicos. Mesmo assim, alguns clientes continuavam procurando a agência. ?Isso é caso de polícia. Um absurdo o que fizeram aqui?, definiu Benedito de Souza, que queria fazer um depósito. Os bancários reivindicam reajuste salarial de 11,77%, mas os banqueiros oferecem apenas 4%. A greve foi iniciada na última quinta-feira e é por tempo indeterminado, segundo a categoria. A assessoria de imprensa do Bradesco, em São Paulo, enviou nota repudiando o ato de vandalismo e afirmou que o banco está fazendo todos os esforços possíveis para colocar as máquinas novamente em funcionamento. ### Greve pode atingir Saúde e Educação A próxima semana será decisiva para os servidores da Saúde e da Educação de Alagoas. Eles ameaçam entrar em greve, fazendo coro com os policiais civis, funcionários da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e bancários. Segundo Lenilda Lima, da direção do Sindicato dos Trabalhadores da Educação em Alagoas (Sinteal), os servidores estão insatisfeitos. ?Isso é fruto do descaso do poder público?, declarou. Os servidores da Saúde vão esperar até o próximo dia 12 por uma decisão do governo do Estado. Do contrário, entram em greve por tempo indeterminado no dia seguinte. ?O governo quer dar reajuste salarial somente em janeiro e sem definir qual seria o percentual?, diz Wellington Monteiro, presidente do Sindicato dos Enfermeiros de Alagoas e membro do movimento unificado da Saúde. A categoria exige um reajuste salarial de 57,88% para todos os servidores. Conseqüências Se não houver acordo salarial, a greve deve atingir pelo menos 10 mil servidores estaduais da Saúde, comprometendo o funcionamento dos minipronto-socorros, dos hospitais públicos, da Unidade de Emergência Armando Lages e do Hemocentro de Alagoas. ?Temos o apoio de servidores dos níveis elementar, médio e superior, com exceção dos médicos?, informou Wellington Monteiro. A paralisação dos servidores da Educação tem realização prevista para o dia 14 deste mês e será de advertência, segundo informou a direção do Sinteal. A decisão será tomada em assembléia a ser realizada no mesmo dia. Uma das principais reivindicações da categoria é pela diminuição da jornada de trabalho. ?Ou diminui a jornada de trabalho ou vamos ter muitos professores afastados?, alertou Lenilda Lima, do Sinteal.|RC

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