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Pesquisa na Ufal p�ra e isola os fura-greves do movimento

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FÁTIMA ALMEIDA Repórter Os professores e funcionários da Universidade Federal de Alagoas, em greve há 15 dias, comemoraram, na assembléia de ontem, um reforço importante. O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) e o Conselho Universitário (Consuni) decidiram, em reunião, reconhecer a legitimidade do movimento e anular todas as ações de ensino, pesquisa e extensão realizadas durante a paralisação. Isso significa, na avaliação do presidente da Associação dos Docentes da Ufal (Adufal), Antônio Passos, um balde de água fria nos chamados ?fura-greves?, que insistem em manter as aulas e realizar atividades curriculares, inclusive de avaliação, apesar da paralisação decidida em assembléia da categoria. ?A moção de apoio dos conselhos ao movimento é um reforço à nossa luta e o reconhecimento da instituição de que a greve é legítima?, avalia Passos. Na prática, a decisão dos conselhos significa que o aluno prejudicado por falta; por ter perdido o conteúdo de aula, ou alguma avaliação realizada durante o período da greve, pode requerer a anulação do ato, a reposição da aula e a nova avaliação. No que diz respeito às pesquisas e extensão, o próprio comando de greve reconhece que em alguns setores não têm como parar. ?Há pesquisas que exigem o acompanhamento diário, sob pena de perder todo o processo?, diz ele. Na assembléia de ontem, os trabalhadores da Ufal avaliaram os 15 dias de greve. Eles estão na expectativa de uma nova rodada de negociação com o governo, e devem voltar a se reunir, em assembléia, na próxima semana.

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