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Bancos elevam sal�rios e acabam greve

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| BLEINE OLIVEIRA Repórter Após seis dias parados, os bancários de Alagoas decidiram atender à recomendação do comando nacional e suspenderam a greve geral por melhorias salariais, voltando ao trabalho amanhã. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ampliou a proposta de reajuste, o que levou o comando a recomendar o fim da paralisação. Segundo Sérgio Braga, presidente do Sindicato dos Bancários de Alagoas (Sindbancários), a proposta não é ideal ?mas é o que a correlação de forças permitiu?. Ganhos consideráveis A categoria, acrescenta o sindicalista, ?foi para o enfrentamento com o setor mais poderoso da economia nacional, que é o capital financeiro, e conseguiu garantir ganhos consideráveis?. Por isso, o sindicato de Alagoas referendou a proposta de encerrar a greve que atingiu 100% dos bancos estatais na capital e boa parte da rede privada em todo o Estado. Na negociação, encerrada ontem em São Paulo, ficou acertado que os bancos privados implantarão reajuste de 6%, abono de R$ 1.700 e participação nos lucros de 80% do salário mais R$ 800. A oferta anterior era de 4% de reajuste, abono de R$ 1 mil e mais R$ 700 de participação nos lucros. ?É inegável que avançamos. É importante também ressaltar que somos uma das três únicas categorias de trabalhadores privados que fazem greve nesse País?, argumenta Sérgio Braga. Para a categoria, houve ganho real, pois o reajuste ficou acima do índice de inflação oficial. Essa era uma preocupação do comando manifestada desde o início da campanha salarial. A data-base dos bancários é o mês de setembro. Na negociação com a Fenaban, o comando nacional conseguiu o compromisso de que a proposta deverá ser seguida pelos bancos federais (bancos do Brasil, do Nordeste e Caixa Econômica).

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