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Servidor p�ra Sa�de e governo endurece

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FÁTIMA ALMEIDA Repórter Os oito mil trabalhadores de nove categorias ligadas à rede estadual de Saúde decidiram ontem, em assembléia unificada, dar início imediato à greve, por tempo indeterminado. A paralisação vai afetar o funcionamento dos postos de saúde mantidos pelo Estado, as unidades de Emergência Armando Lages e do Agreste, os minipronto-socorros, o Hospital José Carneiro, Portugal Ramalho, a Maternidade Santa Mônica, os 1º e 2º centros de Saúde e o Hemocentro de Alagoas. Em resposta ao que considerou ?recurso extremo?, o vice-governador Luis Abílio informou que a reunião com os representantes dos trabalhadores da área da Saúde não será mais realizada às 11 horas de hoje, no Palácio Marechal Floriano Peixoto, como havia sido agendado há alguns dias. ?Eles (os grevistas) lançaram mão de um recurso extremo, que é a paralisação das atividades de um setor essencial, num momento em que o governo vem cultivando o diálogo?, disse Abílio, anunciando que o governo só pode arcar com um reajuste de 6%. Segundo o presidente do Sindicato dos Enfermeiros, Welington Monteiro, é preciso que o governo explique melhor o aumento de 6%, que já teria sido anunciado. ?Precisamos saber se realmente é um aumento real, incorporado ao salário. Não entendemos como reajuste?, disse ontem, à Gazeta, Wellington Monteiro. Ele completa informando que a paralisação funcionará em assembléia permanente, que poderá se reunir e determinar o fim da greve a qualquer momento. Amanhã, às 9h, o comando de greve se reúne na Praça dos Martírios, mesmo que o governo tenha cancelado a reunião com as categorias para tentar uma saída. (com Mário Lima) ### Para servidor, governo adota a tática da desmobilização Líderes do movimento afirmaram, durante a assembléia, que há desconfiança entre os servidores de que o governo poderia estar adotando uma tática para desmobilizar a categoria. ?Nossa pauta foi entregue há vários meses. Depois de tanto tempo, os representantes do governo se reúnem com a gente, mas não apresentam nada de concreto. E agora ele (o governo) nos pega de surpresa e suspende mais uma reunião. O que esperamos é que realmente aconteça um fato novo, porque nosso objetivo é o entendimento?, destaca Wellington Monteiro, presidente do Sindicato dos Enfermeiros. Na reunião de quarta-feira passada, entre o comando de mobilização e os secretários da Administração, Valter Oliveira, e da Saúde, Kátia Born, os representantes do governo asseguraram que algumas questões da pauta de reivindicações estavam sendo encaminhadas, mas que seria necessário fazer o estudo de impacto na folha de pagamento. Na assembléia de ontem, eles pareciam divididos, tanto é que não houve unanimidade na decisão. A greve foi aprovada por maioria de votos. Reivindicações Os servidores querem reajuste de 57,8%, inclusão dos funcionários no Plano de Cargos e Carreira, pagamento correto de adicional noturno e dos percentuais referentes à insalubridade, entre outras reivindicações. A greve vai afetar o funcionamento dos postos de saúde mantidos pelo Estado, mas o comando de greve garante que os 30% de atendimento serão mantidos. Na unidade de emergência Armando Lages, a diretoria está contando com os servidores concursados que se encontram, ainda, em estágio probatório, para manter os serviços durante a greve. Segundo o diretor da unidade, Tadeu Muritiba, eles constituem 80% do pessoal que atua no primeiro piso, por onde entram os pacientes para o pronto-socorro. No Hospital de Doenças Tropicais (HDT), calcula-se que a média de funcionários em estágio probatório também seja em torno de 80%. Greve radicaliza O vice-governador Luis Abílio disse ainda, por meio da Secretaria de Comunicação, que o governo de Alagoas vem conseguindo resolver problemas históricos em relação ao funcionalismo estadual. Ele reiterou a posição do governo de rediscutir novo reajuste dos profissionais da área da Saúde a partir de janeiro. ?No decorrer dos últimos anos, descascamos uma série de abacaxis que recebemos de gestões passadas. E ainda conseguimos nomear milhares de concursados e ampliar a média salarial geral praticada no Executivo?. Para o vice-governador, não é justo que lideranças setoriais do funcionalismo radicalizem posições contra um governo que mantém a postura de negociar e respeitar o servidor como instrumento importante de desenvolvimento de políticas públicas. |FAL

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