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Governo questiona legalidade na Justi�a

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FÁTIMA ALMEIDA Repórter O Estado vai questionar na Justiça a legalidade da greve dos servidores da saúde, deflagrada na última quinta-feira. Ontem o comando de greve concentrou as atividades de mobilização em frente à Unidade de Emergência Armando Lages (UE), estabelecendo uma escala reduzida no atendimento, mas o diretor-geral da unidade, Tadeu Muritiba, convocou todos os coordenadores e servidores que ocupam cargos comissionados para reforçar a equipe. Segundo ele, a situação ainda está sob controle, apesar da superlotação que já vinha sendo registrada nos últimos dias, em conseqüência da greve que afetou o Hospital Universitário, gerando uma demanda maior para a Unidade de Emergência. Mas fez um alerta: não dá para a UE funcionar com apenas 30% dos serviços. ?Se isso acontecer, não sabemos como vai ser. Certamente teremos um caos?, admite. Na avaliação de Muritiba, os servidores da saúde adotaram pelo menos duas atitudes questionáveis, que vão fundamentar a argüição de ilegalidade da greve. ?Primeiro, eles radicalizaram ao deflagrar uma greve num momento em que o governo abriu canal de negociação?, disse ele, com relação à reunião que haveria ontem entre governo e grevistas, que acabou não acontecendo. A segunda questão levantada pelo diretor da UE é que a greve ?deveria começar por onde não há urgência nem emergência, mas eles decidiram começar exatamente por aqui?. Muritiba lembra que todo servidor tem direito à greve, mas tem, também, o dever de garantir a continuidade dos serviços essenciais. Apelo aos municípios Além de convocar os cargos comissionados para reforçar o atendimento, o diretor da UE também está fazendo um apelo, por meio da Assosciação dos Municípios Alagoanos (AMA), para que evitem, o quanto possível, encaminhar pacientes do interior para a Unidade de Emergência Armando Lages. Ontem, o comando unificado de greve mobilizou várias unidades, mas manteve atividades na frente da Unidade de Emergência durante toda a manhã. Benedito Alexandre, presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Nível Médio da Saúde, anunciou a pretensão do movimento de fechar com cadeado a sede da Secretaria Executiva da Saúde. Adesão Na UE, parte dos servidores adotou esquema de escala reduzida, ora atuando dentro do hospital, nas atividades profissionais, ora do lado de fora, participando da mobilização. Os hospitais José Carneiro e de Doenças Tropicais também sofreram baixas na escala de atendimento. ?Nas duas unidades estão mantidos os 30% de funcionamento. O Hemoal também está funcionando com 30%?, disse Wellington Monteiro, presidente do Sindicato dos Enfermeiros. Ele também destacou redução de escala nas unidades Noélia Lessa e Dayse Breda (24 horas), no II Centro de Saúde e nos minipronto-socorros. No hospital Portugal Ramalho e na Maternidade Santa Mônica o comando reconhece que precisa mobilizar mais e monitorar a paralisação?, destacou. Wellington Monteiro convocou os médicos a exigirem, do seu sindicato, uma posição em relação à greve. ?Foi a única categoria da saúde que não aderiu?, destacou o sindicalista.

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