Cidades
Marcha pede melhor sal�rio e protesta contra a viol�ncia
| FÁTIMA ALMEIDA Repórter Trabalhadoras rurais, professoras, donas-de-casa, empregadas domésticas, mulheres de todas as bandeiras participaram ontem da Marcha Mundial das Mulheres que, em Alagoas e nos demais estados brasileiros, teve como principal enfoque a campanha pela valorização do salário mínimo. Segundo Jarede Viana, da coordenação da marcha, o ato integrou uma programação de 24 horas ao redor da terra (uma hora em cada País), de solidariedade feminista à luta contra a pobreza e a violência sexista. No Brasil, a proposta do movimento é um salário mínimo de R$ 566,00. ?Adotamos esse enfoque como eixo central da campanha, por entendermos que o aumento do mínimo diminui a exploração das trabalhadoras e trabalhadores, faz girar a economia e protege as pessoas dos efeitos destrutivos da pobreza e da miséria?, destacou Jarede Viana. A marcha destacou ainda a necessidade de enfrentamento da crise social e política nacional. A passeata começou na Praça dos Martírios, onde as lideranças falaram sobre o País que as mulheres querem, fez uma parada nas imediações da maternidade Paulo Neto para falar sobre questões como mortalidade materna e aborto e seguiu até a Praça Dom Pedro II, onde foi abordada a saída para a crise brasileira, na visão das mulheres.