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Bienal traz hoje o mundo do livro para AL

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| FELIPE FARIAS Repórter Os números servem para traduzir parte da magnitude do evento que é voltado para as letras: até o próximo dia 25, a segunda edição da Bienal Nacional do Livro de Alagoas terá a participação de 233 editoras, que apresentarão em 52 estandes seus títulos mais recentes, vai oferecer 14 palestras e 12 oficinas literárias - para as quais foram abertas 450 vagas - e já tem confirmada a visita de alunos de 130 escolas públicas e particulares. Mas são mesmo os nomes, porém, que servem melhor para retratá-la: Moacir Scliar, Ledo Ivo, Raimundo Carrero, Antônio Torres, Carlito Lima. Cabe a eles transformar a quantidade dos números no conteúdo que só as letras podem traduzir. E que fazem os leitores alagoanos contar as horas para a abertura oficial, prevista para as 19 horas de hoje, no Clube Fênix Alagoana, na Avenida da Paz. Ontem, durante todo o dia, houve intensa movimentação no local, para montagem de espaços de exposição, a cargo dos representantes das editoras e da organização do evento. Letras e quantidade Apesar do tema, é a quantidade que define parte da proposta desses organizadores, mas que só adquire importância maior quando se trata de difusão, de ganhar novos leitores, levar mais títulos aos que já existem. Preocupação que os levou a optar pela gratuidade, como elemento para garantir o sucesso da iniciativa, além - claro - do extenso currículo dos participantes, segundo define Sheila Maluf, diretora da Edufal (Editora da Universidade Federal de Alagoas), realizadora da bienal, juntamente com a Associação Brasileira das Editoras Universitárias (Abeu), governo do Estado e instituições públicas e da iniciativa privada. Limitação, segundo Sheila, só para a participação nas oficinas, para as quais o interessado tem de enviar fax com a ficha de inscrição, que pode ser conseguida no endereço eletrônico da bienal na Internet, e depois conferir se seu nome consta na relação de inscritos. Afinal, ao definir os temas de oficinas e palestras, a diretriz foi primar pela variedade e no programa há opções que tratam desde questões mais práticas, como conservação e restauração de livros - que será ministrada por Dalmariz Carvalho Pugliese e Maria Goreti Medeiros de Lima - ao abstrato que está na origem da própria literatura, na palestra ?A criação na literatura brasileira?, que será ministrada amanhã à noite pelo escritor Raimundo Carrero, autor de ?As sombrias ruínas da alma? e de ?Somos as pedras que se consomem?, que lhe valeram o Prêmio Jabuti em 2000 e o Prêmio Machado de Assis, da ABL (Academia Brasileira de Letras), em 1999, respectivamente. Foi essa variedade que garantiu a procura que fez com que ontem só houvesse vagas para apenas duas oficinas e, segundo os organizadores, deve cumprir o objetivo de ampliar o interesse para o evento para outros segmentos de leitores. A primeira edição foi realizada em 1998, fruto de uma iniciativa quase isolada da então diretora da Edufal, Leda Almeida, e envolvia também outras expressões além da literatura - proposta afastada na deste ano, que terá como patrono o poeta alagoano Ledo Ivo. Amanhã, em cerimônia marcada para as 16 horas, no Espaço Cultural da Ufal, Ledo Ivo receberá o título de Doutor Honoris Causa. As atividades vão transcorrer durante todo o dia na bienal.

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