Cidades
Vendedores de frutas v�o ocupar pra�a
| FÁBIA ASSUMPÇÃO Repórter A partir de hoje, os vendedores de frutas e verduras da Rua Augusta vão ficar na Praça da Independência [conhecida como Praça da Cadeia], em frente ao quartel-geral da Polícia Militar, no Centro. O acordo entre os ambulantes e a prefeitura só saiu depois de um protesto, na manhã de ontem, que resultou no fechamento mais uma vez do trânsito na Rua Melo Moraes. As principais ruas do Centro amanheceram tomadas por fiscais da Superintendência Municipal de Controle do Convívio Urbano (SMCCU), guardas municipais e do Batalhão de Policiamento de Trânsito para impedir a entrada dos vendedores de frutas, verduras e raízes. Protesto Revoltados com a decisão da prefeitura, cerca de 40 ambulantes levaram os carrinhos para a porta da prefeitura e queimaram pneus. ?A gente vende frutas selecionadas e não tem como ficar no Mercado da Produção, onde os feirantes que estão lá já reclamam da falta de movimento?, afirmou José Panta dos Santos. O prédio da prefeitura foi cercado por guardas municipais e policiais militares foram acionados para reforçar a segurança da área e tentar desobstruir a rua. E os motoristas voltaram a enfrentar congestionamentos nas ruas do Centro e até na Avenida Fernandes Lima, no Farol. O impasse só foi resolvido perto das 10 horas, depois de uma reunião entre uma comissão de ambulantes e o secretário municipal da Indústria e Comércio, Rafael Tenório. A reunião transcorreu em clima tenso, já que o secretário Rafael Tenório não abria mão da decisão de os vendedores serem transferidos para uma área por trás do Mercado da Produção. Mas os ambulantes descartavam essa possibilidade, alegando que as áreas não tinham estrutura. Os vendedores só concordaram em liberar a Rua Melo Moraes depois da apresentação de uma proposta feita pelos oficiais do Centro de Gerenciamento de Crise da Polícia Militar de que eles pudessem se instalar na Praça da Independência. O diretor de Fiscalização da SMCCU, Claudemir Araújo, informou que a operação para coibir a entrada dos ambulantes vai permanecer. A proibição dividiu a opinião dos lojistas. Há quatro meses na rua, com uma loja de produtos naturais, Alexsander Luz acredita que haverá uma queda no movimento nas lojas, que tinham como atrativo justamente o comércio das frutas. O comerciante Joel Teixeira pensa diferente. Segundo ele, a presença dos ambulantes estava aumentando a incidência de roubos na área, atraía os cheira-cola e afastava a clientela, sem contar com a sujeira que eles deixavam na rua.