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Professores de 500 escolas paralisam aulas por 24 horas

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FÁTIMA ALMEIDA Repórter A greve de advertência dos trabalhadores da educação parou a maioria das 400 escolas estaduais e 100 da rede municipal de ensino, durante o dia de ontem. O Centro de Estudos e Pesquisas Aplicadas (Cepa), maior complexo educacional do Estado, ficou vazio. Apenas as competições dos jogos estudantis que estavam programadas aconteceram. Professores e funcionários participaram de assembléia pela manhã, na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteal) e depois fizeram uma passeada até a Praça dos Martírios, onde cobraram da prefeitura e do governo do Estado o atendimento à pauta de reivindicações. A paralisação de 24 horas foi apenas um alerta, segundo lideranças do movimento. De forma unificada a categoria deliberou, ontem mesmo, uma nova paralisação para o dia 31 de outubro, e, se até lá não conseguir negociar com o governo estadual e municipal, promete manter a mobilização. ?Queremos resposta às nossas reivindicações. Estamos solicitando audiência com o governo estadual e municipal?, disse a presidente do Sinteal, Girlene Lázaro. Os trabalhadores da educação cobram do Estado o pagamento retroativo de um ano de progressão (referente ao período de outubro de 2003 a outubro de 2004); e reposição salarial de 28% para os funcionários de nível médio, que têm data-base em setembro. Do município, a reivindicação de reajuste é para todos os trabalhadores da educação. Precatórios Durante a assembléia, o Sinteal também deu informações sobre os precatórios, recomendando cautela aos trabalhadores. ?Tem sempre alguém agindo com esperteza, e tem muito trabalhador caindo em conversa de pessoas que se apresentam prometendo resolver o pagamento. Não assinem nada sem ter conhecimento dos cálculos do que têm direito?, alertou Lenilda Lima, dirigente do Sinteal e vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Ela explicou que o próprio Sindicato solicitou a descentralização das informações ao escritório de advocacia e, em breve, terá como fornecer os cálculos aos associados, sem que seja preciso se submeterem às ?filas humilhantes? (palavras da sindicalista) na frente dos escritórios de advocacia. Os trabalhadores realizaram uma passeata que congestionou o trânsito na região da Cambona e Centro, até chegarem à Praça dos Martírios, onde realizaram manifestação por quase duas horas.

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