Cidades
F�rum aponta causas de viol�ncia na escola
| REGINA CARVALHO Repórter A falta de policiamento nas escolas contribui para a violência nas unidades de ensino de Maceió. Essa foi a constatação do seminário para discutir o assunto, promovido ontem pela Secretaria Executiva de Educação, no Espaço Cultural da Ufal, na Praça Sinimbu. Participaram representantes da segurança pública do Estado e do município. Segundo o instrutor do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), sargento da PM Itamar dos Santos, o Batalhão Escolar conta com um efetivo de 194 homens e duas viaturas para fazer a segurança nas mais de 320 escolas de Maceió. ?Seriam necessários, no mínimo, 600 homens e 20 viaturas para fazer esse trabalho?, diz o militar. Além da falta de segurança, os problemas domésticos também influenciam no comportamento violento dentro da sala de aula, segundo o sargento Itamar. ?Os pais participam pouco da vida escolar dos filhos?, lamenta. Para amenizar a situação, o especialista propõe ações que contribuam para manter crianças e adolescentes em período integral na escola. ?A falta de estrutura também complica a situação?, acrescenta. A coordenadora da Escola Estadual Antônio Vasco, localizada em Riacho Doce, diz que a violência está presente, principalmente, no período noturno. ?À noite é mais complicado. Alguns desses alunos, que são carentes e residem em áreas perigosas, envolvem-se em problemas externos e acabam trazendo para dentro da escola?, conta a professora. Ela destaca que crianças de apenas 7 anos reagem com atitudes violentas dentro da instituição de ensino. ?Eles são violentos uns com os outros?, acrescenta. Clidionor Silvério dos Santos trabalha há 22 anos como vigia da Escola Estadual Ladislau Neto, em Jaraguá. Já presenciou inúmeros casos de violência e em um deles quase foi vítima. ?Uma vez um aluno me ameaçou, isso porque reclamei por ele estar quebrando uma carteira escolar?. O vigia relata que já viu alunos levando armas para a escola. ?Já vi até faca?, destacou. A violência, segundo ele, acaba também sendo promovida por pais de alunos. ?Há pouco tempo o pai de um aluno foi à escola para ameaçar uma criança que bateu na filha dele?, disse. A presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal), Girlene Lázaro, defende a implantação de um plano de governo direcionado às escolas. ?A escola precisa de ajuda e não é de agora. Já soubemos de casos de funcionários que foram esfaqueados e roubados nas escolas?, alerta a presidente do Sinteal. Para o diretor-geral da Guarda Municipal, João Mendes, o problema da violência nas escolas só vai ser resolvido com o empenho do poder público e da sociedade civil. ?A solução depende do empenho de todos?.