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Mirante do Chalita est� abandonado

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CARLA SERQUEIRA Repórter Construído para oferecer uma visão completa do ?paraíso das águas?, o mirante da Rua Ambrósio - conhecido também como ?Mirante do Chalita?, revela outra face de Maceió. De lá, é possível observar todo o Centro da cidade, a Lagoa Mundaú e boa parte da orla marítima. Mas o medo de assaltos, a invasão de dezenas de cheira-colas e o abandono da prefeitura afastam turistas, moradores e preocupa quem ainda vê possibilidades de negócios na região. A Gazeta, na sua coluna Fatos e Notícias, vem cobrando providências do poder público. Apesar de admitir o abandono do lugar, o superintendente Municipal de Obras e Urbanização (Somurb), Mozart Amaral, diz não haver projetos para a reconstrução do mirante. O chefe do Departamento de Parques e Jardins do mesmo órgão, Ailton Pacheco, disse que o mirante ?é o mais bonito?, mas que ele não foi incluído no projeto de recuperação dos coretos de Maceió, assim como os outros três instalados na cidade (Sereia, Ipioca e Bebedouro). ?Apenas os mirantes de Santa Terezinha e São Gonçalo serão beneficiados?, avisa. Para quem mora diante do Mirante do Chalita - com exceção dos 30 sem-teto que ocuparam seu calçadão há mais de um ano - a saída tem sido abandonar o lugar. Uma senhora libanesa chegou a Alagoas há cerca de 40 anos e construiu sua casa na Rua Sebastião Ambrósio. Há um mês, levaram até os vasos sanitários da casa, além de portas de ferro e sucupira e armários da cozinha. ?Quero vendê-la agora, mas vou ter que investir mais de 15 mil para reconstruí-la?, diz, sem querer ser identificada. De mãos atadas se mostrou o policial militar Radmak Gonçalves. Ele é responsável, junto com outro policial, de fazer a ronda nos mirantes do Farol. Há um ano ele passa diariamente pelo ?Mirante do Chalita? e diz nunca ter visto funcionários da prefeitura zelando o local. ?Além disso, tem a falta de estrutura da polícia?, frisa, achando ridículo o próprio veículo que usa para trabalhar. ?Os arrombamentos de residência são reais, a gente sabe. Fazemos as rondas diárias, tentamos coibir. Mas como é que um homem de 1,94m, 120 kg vai fazer alguma coisa em cima de uma moto 125??, questiona. ### Empresário pretende adotar local Apesar dos maus-tratos institucionais, o ?Mirante do Chalita? ainda inspira vontade de investimentos particulares. A mesma casa que tem sua calçada utilizada como guarita para cerca de trinta cheira-colas - outro abandono do poder público - durante a noite, vai se transformar num restaurante a partir do dia 15 de novembro. O gaúcho Darlan Jacobs, como muitos brasileiros viajantes, visitou Maceió há 10 anos, apaixonou-se pela cidade. Voltou há mais de 5 anos acreditando no potencial turístico da cidade. Ele é o gerente do restaurante que já ganhou novas cores no ?Mirante do Chalita?. ?Queremos firmar uma parceria com a prefeitura. Nossa intenção é adotar a praça e arrumar uma solução para este pessoal?, disse Jacobs, referindo-se à sua vizinhança de sem-teto. ?Há seis meses alugamos o prédio e acreditamos que já a partir deste final de ano o mirante pode se tornar um grande ponto de encontro para famílias e acabar definitivamente como ponto de encontro para viciados em drogas?, comenta. Mas dentro das prioridades da prefeitura, o ?Mirante do Chalita? configura no final da lista. ?Teríamos que fazer uma grande obra de engenharia no lugar?, diz Ailton Pacheco, chefe do Departamento de Praças e Jardins de Maceió. ?Mas temos outras coisas para fazer. Acho que até o ano que vem, não teremos como cuidar disso?.

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