Cidades
Rodovi�ria de Macei� caminha para fim
| CARLA SERQUEIRA Repórter Inaugurado no começo dos anos 80, o Terminal Rodoviário João Paulo II caminha para o fim. Metade das lojas foi fechada; as frotas de ônibus, reduzidas; e o pior: sumiram os passageiros. Para sair do ?buraco?, os lojistas da rodoviária se uniram às associações de transportes complementares. Eles querem que as vans usem o terminal para embarque e desembarque de passageiros do interior, trazendo de volta o movimento de consumidores. A idéia foi apresentada ontem à tarde numa reunião que, além da Agência Reguladora dos Serviços de Alagoas (Arsal), contaria também com a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT). ?Não fui porque estão fazendo do pessoal massa de manobra?, disse Ivan Vilela, superintendente da SMTT, referindo-se aos motoristas das vans. ?Já conseguiram quebrar metade das empresas de ônibus do Estado e não vai ser comigo que vão quebrar o resto?, argumentou, dizendo que a queda do movimento na rodoviária não é novidade, ?vem de 10 anos?. José Vieira da Silva é presidente da Associação dos Motoristas Autônomos de Palmeira dos Índios e reclama da falta de estrutura que o setor enfrenta. ?Desde que o transporte complementar foi regularizado, nunca tivemos direito a terminais. Pagamos os nossos tributos e por que não podemos trazer o passageiro até o Centro da cidade??, questiona. De acordo com o presidente da Associação dos Comerciantes da Rodoviária, Odílio Gonçalves, o número de viagens ofertado caiu 90% em sete anos. ?Com isso, metade das lojas fechou?. O aposentado Antônio Thomaz da Silva, 60 anos, investiu R$ 35 mil numa loja que empregava seis pessoas. Há um ano teve que fechá-la. ?A culpa é do monopólio das empresas que tomam conta tanto do transporte urbano, como do interurbano. Como estas empresas têm que pagar uma taxa por cada passageiro que embarca e desembarca na rodoviária, quando entram na cidade acabam fazendo o mesmo percurso dos ônibus urbanos e chegam à rodoviária sem nenhum passageiro?, revela. O presidente da Arsal, Álvaro Machado, adiantou que a solução para o impasse não depende do órgão que dirige, mas sugere que a rodoviária seja transformada em ?um terminal de integração de coletivos urbanos e que seja criado outro terminal rodoviário, mais distante do Centro para evitar congestionamentos. Ele anunciou a idéia de construir três pontos de parada para o transporte complementar do Estado - cerca de 700 - nas entradas da cidade.