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Posto de sa�de do Pinheiro fecha portas

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FÁTIMA ALMEIDA Repórter Assustados com o crescente número de assaltos e com a ousadia dos bandidos, que agem de cara limpa e à luz do dia, os 72 funcionários do Posto de Saúde São Vicente de Paula, no bairro do Pinheiro, suspenderam o atendimento ao público na manhã de ontem, e avisaram: só retomam as atividades quando tiverem segurança. O clima de medo é compartilhado pela vizinhança. Nos últimos três meses foram seis assaltos. Pelo menos quatro aconteceram dentro do posto. Em alguns momentos, os bandidos usaram arma de fogo. Ataque e fuga Na última segunda-feira, uma funcionária teve a bolsa arrancada em frente ao posto, no final da manhã. Ficou machucada e muito traumatizada. O bandido ?muito bem apessoado?, segundo relatos de quem o viu, levou dinheiro, celular, cartões de crédito e fugiu em um automóvel Vectra branco que, segundo vizinhos, passou grande parte da manhã estacionado em frente ao posto. Como não desconfiaram de nada, ninguém anotou a placa. Nem mesmo os funcionários de uma distribuidora de bebidas, que entregavam mercadoria num ponto comercial, do outro lado da rua. ?Foi muito rápido. Eles pensavam que era uma briga de casal?, diz o comerciante Luiz Rufino. Roubo nos vizinhos Defronte da sua mercearia, há alguns meses, foi roubado um carro. Numa atitude ousada, o bandido entrou, falou com o cliente que fazia uma compra, pegou a chave do carro e saiu. Só depois as pessoas ficaram sabendo que se tratava de furto. Os bandidos já entraram no posto em várias ocasiões. De uma vez, levaram uma bomba d?água e um videocassete. Uma nova bomba foi comprada, e novamente levada pelos ladrões. Em outras vezes, furtaram cartões de crédito, dinheiro e objetos das bolsas das funcionárias. A enfermeira Iracema Pedrosa foi uma das vítimas. A administradora do posto de saúde, Ildete Neiva, já foi assaltada duas vezes, ao sair do posto. Numa delas, viveu maus momentos. O bandido seguiu com uma arma encostada no seu corpo por dois quarteirões e ameaçou atirar se alguém desconfiasse. ### Servidor diz que avisou, mas providência não foi tomada Os trabalhadores afirmam que a Secretaria Estadual de Defesa Social e a municipal de Saúde já foram comunicadas, mas as providências não foram adotadas. Mesmo ontem, quando o posto parou por falta de segurança, uma dupla de guardas municipais esteve no local, permaneceu por cerca de 40 minutos e foi embora. Faixas Na porta do posto, faixas e cartazes avisam aos usuários sobre a decisão dos funcionários. ?Devido aos assaltos ocorridos, inclusive à mão armada, dentro e fora do posto, estamos suspendendo nossas atividades. Só retornaremos com policiamento?. Segundo as vítimas, os bandidos nem fazem questão de se esconder. Não usam disfarce, entram no posto como se fossem usuários e conhecem suas vítimas. ?Trabalhamos com saúde pública, atendendo a quatro comunidades (Pinheiro, Alto do Céu, Grota do Padre e Mutange). Todo mundo nos conhece?, diz Cristina Vieira, agente de Saúde. E o pior é que vítimas e bandidos se reencontram pelas ruas do bairro do Pinheiro, que tem uma grande favela nas imediações: a do Alto do Céu. ?Uma menina que foi assaltada encontrou o assaltante dias depois. Ele ainda piscou o olho para ela?, relata uma funcionária. |FAL

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