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Estudantes do Madalena Sofia protestam contra transposi��o

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| MARCOS RODRIGUES Repórter A polêmica em torno da transposição das águas do Rio São Francisco continua. Ontem foi a vez de os alunos do Colégio Madalena Sofia, no bairro do Farol, protestarem contra o projeto do governo federal. Aproximadamente 600 alunos percorreram parte da Avenida Fernandes Lima gritando palavras de ordem em um dos mais criativos protestos já realizados na capital sobre o tema. A mobilização dos estudantes aconteceu depois de uma semana intensa de discussões, que nortearam as aulas de todas as disciplinas. ?Fizemos um trabalho de sensibilização sobre a questão da transposição que acabou por despertar a consciência social sobre esse problema?, revelou o professor de história Kléber Bezerra. O desafio dos alunos era o de abordar o tema da transposição e a partir dele explorar todas as conseqüências que envolvem a efetivação do projeto. ?Eles abordaram, por exemplo, o problema do êxodo rural, que poderá atingir ainda mais as famílias que dependem do rio?, disse a professora de geografia, Aparecida Leite. Visita O trabalho continuará nos dias 9 e 11 de novembro, quando os estudantes irão conhecer a realidade das famílias ribeirinhas. ?Será o complemento de toda a discussão. Com a aula de campo, eles verão de perto a realidade de quem toma água de lata e alimenta a indústria do voto?, completou Aparecida. despertar O despertar para a mobilização era visível em alguns estudantes. A animação contagiante foi capaz de chamar a atenção dos moradores da região. Disciplinados, eles não interditaram a avenida, nem queimaram pneus. Ao invés disso, produziram músicas envolvendo os principais personagens da transposição, como o ministro Ciro Gomes e o Dom Luiz Flávio Cappio. A estudante Letícia Peixoto, aluna do 1º ano, não teve dúvidas em defender a mobilização como a maneira mais democrática de pressionar. ?Aprendi a necessidade das manifestações públicas como uma maneira de alertar sobre o que a gente não quer ver nem ouvir?, refletiu Letícia.

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