Cidades
Almeida quer baixar pre�o da nova tarifa
BLEINE OLIVEIRA Repórter O prefeito de Maceió, Cícero Almeida, decidiu convocar uma nova reunião para discutir o reajuste no valor da passagem de ônibus. Na última quinta-feira, 27, o Conselho Municipal de Transportes, um colegiado da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) que analisa e decide o aumento, fixou em R$ 1,70 o novo preço da tarifa. Em entrevista ontem, feriado do servidor público, Almeida disse que ainda não há definição da Prefeitura sobre o valor que saiu da SMTT. ?O prefeito é pechincheiro e o povo também. Então, a gente vai pechinchar para cair, quem sabe, para R$ 1,60?, disse ele. No início da tarde, sua assessoria de Comunicação informou sobre a reunião marcada para segunda-feira, 31, na própria SMTT. A decisão da SMTT foi imediatamente encaminhada à Câmara de Vereadores, que ontem mesmo aprovou o novo preço. Segundo o presidente da Câmara, vereador Arnaldo Fontan (PFL), a passagem do projeto de aumento pelo Legislativo é meramente homologatória. ?Não é nossa atribuição decidir sobre o preço. Isso é competência do Executivo?, afirmou. Está valendo Mas a lei que reajustou a tarifa de ônibus em Maceió em cerca de 17,24% já está legalmente autorizada. Fontan confirmou a aprovação pelos vereadores presentes à sessão da quinta-feira. Só que, como ressaltou o presidente da Câmara, a decisão final cabe exclusivamente ao prefeito Cícero Almeida. Representada pelo vereador Walter Laranueiras, o Toroca, a Câmara participou das discussões no Conselho Municipal de Transportes. ### População de Maceió reage com insatisfação a aumento Independentemente da decisão que o prefeito Cícero Almeida venha a tomar, reduzindo de R$ 1,70 para R$ 1,60 o valor aprovado pela SMTT, a população reagiu com insatisfação ao aumento de preço da passagem de ônibus. Para os usuários, se já é difícil pagar R$ 1,45, a situação se agrava com o aumento de 17,24%. ?Conheço muita gente que só consegue pagar uma passagem por dia. São pessoas que voltam para casa a pé? - diz a dona-de-casa Claudete Araújo Batista, 43 anos, residente no Jacintinho. Ela considerou a decisão de aumentar o preço do transporte coletivo ?mais uma paulada na cabeça do povo?. O presidente da Câmara de Vereadores, Arnaldo Fontan, concorda que usuários são os únicos prejudicados cada vez que se reajusta o preço da tarifa. Mas ele entende que ?cabe ao presidente Lula, que reajusta os preços dos insumos, pensar no povo?. Insumos são os custos do transporte, como pneus, óleo diesel, manutenção da frota, pessoal e outros, que influenciam diretamente os reajustes. ?O transporte deveria ser subsidiado pela União, Estado e municípios? - sugere Fontan. A auxiliar de enfermagem Rosimeire Raimundo da Silva mora na Pajuçara e trabalha no Hospital José Carneiro, no bairro do Trapiche. Como trabalha sempre em regime de plantão, ela usa o coletivo apenas 15 dias por mês. ?Já é caro. Imagine agora com esse aumento? - reclama. A saída, acrescenta Rosimeire, é abrir mão do almoço em casa, só retornando ao final do expediente.