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Cemit�rios ficam lotados no Finados

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| MARCOS RODRIGUES Repórter O Dia de Finados atraiu uma multidão, ontem, para os nove cemitérios de Maceió. A movimentação foi intensa durante todo o dia. O comércio de velas e flores mobilizou um batalhão de anônimos que não perdeu tempo em garantir uma renda extra. Este ano a Secretaria Municipal de Controle do Convívio Urbano (SMCCU) montou um esquema de restauro dos cemitérios municipais que agradou à população. Segundo o secretário da pasta Ednaldo Marques, o trabalho vai ter continuidade. ?Queremos deixar isso tudo organizado. Acredito, inclusive, que conseguiremos fazer do Cemitério de São José, no Prado, uma referência em conservação?, disse. A aposentada Laurentina de Assis disse ter notado que o lugar está mais bem cuidado. Ontem, ela, juntamente com familiares, passou a tarde visitando o túmulo do marido. ?Tudo está limpo e organizado, tanto que decidimos ficar mais um pouco?, admitiu. Além do trabalho de pintura e limpeza dos túmulos, a SMCCU também investiu em iluminação para garantir a visitação no período noturno. A orientação era de que os portões só fossem fechados às 22 horas de ontem. A tradição do enfeite dos túmulos com flores ajudou a quem comercializou estes produtos. ?Estamos tirando o investimento. Até o final do dia acredito que venderemos todos os ramalhetes?, comentou Lúcia Carvalho, que montou uma barraca defronte do Cemitério de São José, para atender os que chegavam para rezar e prestar homenagens a parentes ou conhecidos mortos. Com a ajuda da família, a vendedora conseguiu um local estratégico. Para isso tiveram que reservar a área na noite de terça-feira. Comerciantes inovaram vendendo até cerveja. A alta temperatura favoreceu. ### Música ameniza dor e ajuda na reflexão As famílias que visitaram o Campo Santo Parque das Flores, no bairro do Farol, encontraram, além da programação tradicional que incluiu missas a cada hora, apresentação de teatro e coral, além de uma exposição de arte. O público correspondeu à expectativa e, segundo informações dos administradores, mais de mil pessoas circularam pelo local ontem. O grupo teatral Companhia dos Pés percorreu toda a extensão do campo santo. Os atores, todos de branco, utilizando uma música suave, ajudaram a quebrar o clima de dor, normalmente atrelado à idéia da morte. Com uma apresentação sem texto, mas com muita música, intercaladas por capelas (solos vocais) a encenação atraiu a atenção dos visitantes. A novidade chamou a atenção do estudante Lucas Galdino, 7, que obrigou sua avó a seguir o grupo. ?Aqui tem a tristeza de quem já morreu, mas essa apresentação deixou tudo mais bonito?, comentou o garoto. Sua avó, a aposentada Maria da Assunção Ferreira, também não escondeu o deslumbramento com a performance. As irmãs Lúcia e Carmem Santana também aprovaram a idéia. ?Parece que ajuda a aumentar o clima de reflexão?, comentou Lúcia. Quebrando conceitos Segundo a assessora de comunicação do Campo Santo Parque das Flores, jornalista Joseide Carvalho, a proposta foi de mudar o conceito do Dia de Finados. ?Queremos substituir a dor da perda pelo clima de saudade e nostalgia?, revelou. Uma outra mudança registrada no cemitério diz respeito aos dias de visitação. Este ano, a programação de Finados incluiu toda a semana anterior à data. |MR

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