Cidades
Ambulantes protestam contra valor da taxa de uso do solo
| BLEINE OLIVEIRA Repórter Os ambulantes da orla de Maceió estão em pé de guerra com a Prefeitura. Eles estão insatisfeitos com a decisão da Superintendência Municipal de Controle do Convívio Urbano (SMCCU) de cobrar taxa de uso do solo. Na verdade, explica o representante da categoria, José Roberto de Oliveira, eles discordam do valor fixado pela administração municipal. Com os boletos bancários em mãos, os ambulantes, que se organizaram como prestadores de serviço, foram ontem à sede da Associação cobrar apoio contra a cobrança. A SMCCU fixou em R$ 32 a taxa dos ambulantes fixos, e em R$ 17,72 daqueles que vendem circulando de um lado a outro da praia. ?Para onde vai esse dinheiro??, indaga Paulo Roberto Souza, que aluga cadeiras num trecho da Praia de Ponta Verde. Ele alega que a situação dos ambulantes é difícil, pois o que arrecadam é insuficiente para a manutenção da família e do negócio. Os vendedores de coco, acarajé e tapioca, que têm locais fixos, foram os primeiros a enfrentar a taxa de uso do solo. ?Agora é a vez de quem vende amendoim, pipoca, churrasco e outros produtos, seja fixo ou móvel?, afirma José Roberto. Segundo ele, os valores foram definidos após muita negociação, já que a SMCCU pretendia cobrar mais de R$ 100. ?Muita gente não tem como pagar?, diz o presidente da Associação dos Prestadores de Serviço da Orla de Maceió. Os ambulantes querem a redução para R$ 10. Por isso, José Roberto decidiu solicitar um encontro com o prefeito Cícero Almeida (PTB). Nesse encontro, vai discutir, além da cobrança, a falta de banheiros públicos e de fiscalização do comércio ambulante. ?O número de irregulares é muito alto. São 440 cadastrados, mas na praia tem mais de mil vendedores. Precisamos de apoio?, reclama José Roberto. Se não tiverem êxito, os ambulantes pretendem realizar manifestações de protesto.