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Maria Beth�nia abre temporada de show

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| MARCOS RODRIGUES Repórter Quando subir ao palco do Teatro do Centro de Convenções, nos dias 25 e 26 deste mês, a cantora Maria Bethânia colocará Alagoas no roteiro dos grandes espetáculos acústicos do País. O show Tempo, tempo, tempo, tempo dará o tom da nova realidade cultural da terra dos marechais, que rompe o isolamento das últimas décadas. Construído numa das áreas mais nobres da capital, o bairro histórico de Jaraguá, o prédio, que ocupa uma área de 4.727 metros quadrados consumiu RS 34 milhões. Esse investimento deve ser recompensado nos próximos dez anos, mas os primeiros sinais do potencial de retorno já podem ser notados. De maio até agora já circularam em forma de receita R$ 550 mil. Mais de 50 mil pessoas passaram pelo local. Segundo a superintendente do espaço cultural Iara Bentes, a meta inicial previa R$ 850 mil em receita, para o mesmo período e uma circulação de 55 mil pessoas. ?O mais importante é o que já foi comercializado em impostos, contratos, hospedagem e consumo. É algo em torno dos R$ 52 milhões?, revelou Iara. Projeção nacional Mas, se de um lado o Centro Cultural e de Exposições tem a expectativa de aquecer a economia local, é no campo cultural que o alagoano notará a principal diferença. ?A inauguração oficial já foi capaz de nos projetar no cenário nacional das produções. Entre os convidados que vieram conhecer o espaço muitos anteciparam o fechamento de contratos?, acrescentou a superintendente. Um desses contratos foi fechado pela atriz, ensaísta e produtora cultural Maitê Proença. Em plena atividade ela quer incluir o Estado na rota dos sete espetáculos que atualmente produz. Ainda este mês a banda Engenheiros do Hawaii se apresenta no teatro com um show acústico. Em dezembro será a vez de a cantora Zizi Possi subir ao palco, que pode contar com um público de 1.252 lugares, num ambiente climatizado. A acústica do teatro foi elogiada por especialistas, como o barítono Felipe Correia. Turismo de negócios A inclusão do Centro de Convenções como um equipamento no Nordeste poderá atrair um outro mercado incipiente no Estado: o turismo de negócios. No último mês um encontro nacional de lojistas e um de estudantes e profissionais de enfermagem aqueceram a economia local. Somente os empresários movimentaram R$ 15 milhões. A agenda do centro tem programações até o ano de 2007. Como foi projetado para acomodar eventos de grande porte, é possível a realização de três ao mesmo tempo sem que um interfira no outro. A localização permite, inclusive, um redirecionamento do trânsito para evitar transtornos. Para conhecer detalhes da sua capacidade os produtores podem acessar o site www.expomaceio.com.br. ### Centro busca mercado internacional A próxima meta do Centro cultural e de Exposições é projetar Alagoas internacionalmente. O primeiro passo será dado em 2006 com a realização da Bolsa Internacional de Turismo (BIT). O evento trará a Alagoas 350 empresários do setor turístico. O objetivo é que eles possam incluir o Estado nos roteiros oferecidos lá fora. Para isso se tornar realidade, a obra do Centro está aliada a do novo Aeroporto Zumbi dos Palmares, que está apto a receber vôos internacionais. Os reflexos dessa estratégia poderão ser sentidos no verão de 2007. Até lá a imagem do Estado será divulgada por meio dos eventos locais e nacionais. Para garantir essa movimentação, a administração do Centro tem mantido contato com representantes da Associação Brasileira de Empresas Organizadoras de Convenções (ABEOC). ?Além disso, estamos com folders de divulgação espalhados pelo País e fora dele. Essa é a hora de aproveitarmos, já que somos uma novidade no mercado?, diz a superintendente do Centro, Iara Bentes. A realização do Festival Internacional de Cinema Europeu será uma outra atração que causará impacto no próximo ano. O mais importante é que todas estas realizações ocorrerão fora do calendário tradicional do turismo, que privilegiam os festejos de fim de ano e o verão. A expectativa é que o mercado possa se aquecer com a geração de empregos diretos e indiretos. Segundo Iara Bentes, em todos os eventos realizados até o momento, centenas de pessoas conseguiram ser incluídas em equipes de trabalhos temporários. ?Tenho notado uma circulação de pessoas aqui da comunidade que acabam conseguindo ser contratadas?, destacou. MR ### Obra altera cenários urbano e comercial do velho Jaraguá A inauguração do Centro Cultural e de Exposições, no bairro histórico de Jaraguá, alterou o cenário urbano do bairro. Sua entrada em atividade ocorre num momento em que o comércio na área está em declínio. Originalmente a criação do Centro foi integrada ao projeto de revitalização do bairro, que também incluía a Vila dos Pescadores. Hoje, a realidade impõe ao novo espaço o convívio com os vizinhos que foram esquecidos. Na Vila dos Pescadores, por exemplo, a vida passa longe da inclusão social, prevista nos planos administrativos. O sonho da comunidade é de permanecer no próprio local, embora tenha sido ?expulsa? pela Prefeitura de Maceió para garantir o projeto de urbanização da área. ?Nossa proposta inclui, além de um resgate da paisagem urbana, formas de auto sustentação e valorização da área, que podem ser um atrativo turístico?, diz o arquiteto Ovídeo Pascoal, responsável por um projeto que prevê a permanência dos moradores no local. As famílias são reflexo de 60 anos de resistência. Se o novo conjunto pensado para elas for executado, a revitalização do bairro será completa. |MR

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