Cidades
Excesso derruba pre�o da mandioca
| MAIKEL MARQUES Repórter Arapiraca - A Associação dos Beneficiadores de Mandioca do Estado de Alagoas (Abeman) cobra a intervenção do governo federal, por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), para absorver parte da produção de farinha da região Agreste. O principal argumento dos produtores é o de que há excesso na produção da raiz (mandioca), o que tem feito o preço da saca de 50 quilos oscilar entre R$ 15 e R$ 22. ?O custo de produção desse mesmo saco é de 30 reais?, diz o secretário-geral da Abeman, o produtor Eloísio Lopes Júnior. Recém-chegado do Congresso Nacional dos Produtores de Mandioca, em Campo Grande (MS), Eloísio confirma haver excesso de produção da raiz em todo o País. ?O governo federal interveio em São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná, mas sequer cogita fazer o mesmo aqui?, diz o produtor. Alagoas tem produção média de 300 toneladas de mandioca por ano, o que corresponde a 1% da produção nacional. Setenta por cento da produção do Estado provém de plantações na região Agreste. Mais de 70% da produção de mandioca de Alagoas é vendida para Sergipe e Pernambuco e depois retorna ao Estado em forma de farinha industrializada. Isso ocorre porque o Estado não consegue beneficiar a raiz de mandioca para disputar mercado com o produto já industrializado. O excesso, segundo a Abeman, tem prejudicado a venda de raízes para os estados vizinhos. Ainda de acordo com a Abeman, a produção média mensal de 20 mil sacas ao mês caiu para quatro mil sacas ao mês. O consumo de farinha em Alagoas gira em torno das 35 mil toneladas ao ano. Considerando-se a produção anual de raiz de 300 mil toneladas, o Estado poderia ter produção de farinha de 100 mil toneladas ao ano caso houvesse incentivo e estrutura para o beneficiamento da raiz em farinha industrializada.