Cidades
Ex-l�deres respondem por invas�o
| GILVAN FERREIRA Repórter O juiz da 1ª Vara da Justiça Federal, Leonardo Resende Martins, ouviu ontem o depoimento de defesa dos ex-líderes do Movimento dos Sem Terra (MST), Marcos Antônio da Silva, o ?Marrom?, Reginaldo Pacheco e Edimir Francisco da Silva, ?Neno?, acusados de depredação do prédio do Ministério da Fazenda, durante uma invasão dos integrantes do movimento, em maio de 2000. Os três líderes dos trabalhadores rurais foram denunciados pelo Ministério Público Federal, que fez a denúncia com base nas investigações dos delegados da Polícia Federal Ana Maria Martins Pompílio e Fernando Castro. O ex-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) de Alagoas, Évio Lima, atual delegado do Ministério da Agricultura, e o ex-vereador Thomaz Beltrão, que atualmente ocupa o cargo de presidente da Fundação Alagoana de Pesquisa (Fapeal), defenderam Marcos Antônio da Silva, Reginaldo Pacheco e Edimir Francisco da Silva. Eles afirmaram que os três líderes ?sempre? agiram de forma ?ponderada? e ?racional? nas mediações de conflitos pela posse da terra em Alagoas. Segundo o juiz Leonardo Resende, o processo contra os ex-líderes pode ser encerrado no próximo mês de dezembro, mas caso haja algum recurso da defesa ou do Ministério Público Federal, as sentenças contra Marrom, Pacheco e Neno só devem ser anunciadas no próximo ano, seis anos depois da invasão do prédio do Ministério da Fazenda. O juiz disse que os três ex-líderes do MST foram denunciados com base no artigo 163, parágrafo único, inciso III, que pode resultar em pena de seis meses a três anos de prisão. Os três líderes alegaram, em sua defesa, que não ordenaram e nem estavam presentes no momento da depredação do prédio do Ministério da Fazenda. Segundo o juiz Leonardo Resende, a fase de depoimentos de testemunhas deve ser encerrada com o depoimento do ex-presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária de Alagoas (Incra), Mário Agra.