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Passeata cerca Pal�cio contra a viol�ncia

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FÁTIMA ALMEIDA Repórter No mesmo dia em que foi achado o corpo do jovem Guilherme Cabral, estudantes, familiares e amigos dele fizeram um cerco simbólico, durante toda a manhã, ao Palácio dos Martírios contra a onda de violência que assola Maceió. A manifestação foi marcada por informações desencontradas de que Guilherme teria sido encontrado vivo, ou que a polícia teria localizado seu corpo, o que só veio a ocorrer no final da tarde. Essa não foi a única notícia espalhada durante o tempo em que os manifestantes se concentraram na Praça Deodoro e caminharam pelas ruas do Centro até o Palácio do Governo, onde se mantiveram em vigília até o início da tarde. encontro com Lessa Outro momento de grande emoção foi quando os pais de Guilherme, Otávio e Belmira Cabral, se juntaram ao grupo. Organizada pela secretária da Articulação, Fátima Borges, uma comissão foi recebida pelo governador Ronaldo Lessa e representantes da Segurança Pública. Eles reforçaram pedido de empenho do governo, no sentido de elucidar o mistério do desaparecimento do jovem e de adotar medidas mais enérgicas contra o crescimento da violência. ?O governo precisa reagir com mais eficácia. A violência está assustando todos nós. Os bandidos estão tão ousados que tentaram assaltar no meio de uma manifestação contra a violência, que realizamos na porta da faculdade, na última quarta-feira, na Jatiúca?, disse o estudante Marcos Calheiros. Na sua avaliação, os jovens tornaram-se as principais vítimas porque estão sempre mais vulneráveis, pelo hábito de sair à noite, pelos lugares que freqüentam e por não costumarem adotar medidas de precaução. ?A insegurança está até dentro das universidades. Virou moda as tentativas de assalto e de seqüestro dentro das escolas. Ninguém está mais seguro em lugar nenhum?, lamenta Marcos Calheiros. Insegurança Os estudantes da Faculdade de Alagoas (FAL) aproveitaram a reunião dos familiares de Guilherme com o governador Ronaldo Lessa e o diretor da Polícia Civil, Robervaldo Davino, para explanar a situação de insegurança que estão vivendo nas faculdades de Maceió. Eles explicaram que os três protestos e o boicote às aulas que ocorreram esta semana representaram um desabafo pelo fim da onda de violência que aterroriza os alunos dentro e fora das faculdades. Segundo Wesley, da comissão de estudantes da FAL, a instituição culpa o Estado pela violência e a falta de segurança nas universidades. Mas os estudantes, assim como o governador, acreditam que a proteção ao aluno precisa partir também da instituição. ?O governo não pode invadir nenhuma instituição? disse o governador, reafirmando a responsabilidade das faculdades em garantir a segurança dos alunos nas imediações das faculdades. Por enquanto, as faculdades estão agindo separadamente, mas os estudantes articulam a realização de uma manifestação maior, com a participação de várias instituições de ensino de Alagoas, em defesa da segurança. Eles saíram da audiência com a promessa de uma nova reunião e a possível montagem de um PM Box na unidade Jatiúca da FAL.

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