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Trecho da BR-101 ser� duplicado em AL
FÁBIA ASSUMPÇÃO Repórter O projeto de duplicação da BR-101 pode sair do papel no próximo ano, obra que é avaliada em R$ 250 milhões. Com 248 quilômetros de extensão, cortando o Estado de Norte a Sul, a rodovia é a mais movimentada de Alagoas e encontra-se hoje totalmente saturada para o volume de tráfego de carros e caminhões. O coordenador da 20ª Unidade de Infra-Estrutura Terrestre (DNIT), Helder Rebêlo, disse que a obra de restauração e duplicação da BR-101 vai ter um custo de R$ 1 milhão por quilômetro, o que vai representar valor total de R$ 250 milhões. Hélder explicou que o projeto de duplicação da rodovia vai ser dividido em dois lotes. O primeiro compreende um trecho de 130 quilômetros entre a divisa de Pernambuco, no município de Palmares, até São Miguel dos Campos. ?O projeto básico desse trecho já foi concluído e está em fase de análise pelo DNIT?. O segundo lote, que vai de São Miguel dos Campos até a divisa com o Estado de Sergipe, está em fase de elaboração do projeto executivo. Restauração Ele reconhece que a rodovia precisa urgentemente de restauração. Enquanto o projeto de duplicação não sai do papel, alguns serviços emergenciais vêm sendo realizados. Um desses serviços foi a revitalização de 70 quilômetros de faixa de rolamento, entre Messias até o entrocamento dos municípios de Penedo e São Sebastião. Também estão previstos, dentro do Programa Integrado de Revitalização (PIR), investimentos na ordem de R$ 60 milhões, para o trabalho de restauração de 720 quilômetros, que incluem 130 quilômetros da BR-101. estradas de barro As oito rodovias federais cortam o Estado de Alagoas, totalizando 850 quilômetros de estradas. Deste total, pelo menos 80 quilômetros ainda são de barro. Quarenta e nove quilômetros desse trecho ficam na BR-316, no alto sertão alagoano, na região do Carié. Outros 30 quilômetros de estradas de barro ficam na BR-416, rodovia que foi federalizada em outubro do ano passado, que liga os municípios de São José da Laje, Ibateguara e Novo Lino. Apesar de boa parte das rodovias federais em Alagoas não estar em condições ideais, Rebêlo disse que hoje elas têm uma das melhores situações do Nordeste, mesmo que Pernambuco e Paraíba detenham os melhores trechos da BR-101. ### BR-316, a mais antiga e longa de Alagoas, é recuperada Em 2003, foram investidos apenas R$ 5,7 milhões para o melhoramento das rodovias em Alagoas. Em 2004, os investimentos saltaram para R$ 15,7 milhões e este ano chegaram a R$ 30 milhões. A mais antiga e longa rodovia federal do Estado é a BR-316, que dá acesso aos municípios da região do Sertão. Construída na época do governo de Arnon de Mello, a rodovia foi batizada com seu nome. Recentemente, foram restaurados 36 quilômetros da rodovia em Palmeira dos Índios. Também passam por Alagoas as rodovias BR-104 (109 quilômetros), a BR- 423(105 quilômetros) e a BR-416, com 58 quilômetros. As duas menores rodovias do Estado são a BR-424 e a BR-110, com apenas 16 quilômetros cada uma. Rodovias urbanas Algumas rodovias federais acabaram tornando-se, com o passar do tempo, vias urbanas de essencial importância para o escoamento do tráfego de Maceió. Há cerca de seis anos, o DNIT passou a responsabilidade pela administração da BR-104, no trecho entre a Praça do Centenário e o posto da Polícia Rodoviária Federal, para a prefeitura. Para os maceioenses, esse trecho é conhecido como as avenidas Fernandes Lima e Durval de Góes Monteiro. Na avaliação de Hélder, a prefeitura vem administrando muito bem a rodovia; ele elogia inclusive as interferências feitas para melhorar o tráfego, como a instalação do sistema de contorno de quadras. Ele disse que o fato de esse trecho da rodovia estar sob a responsabilidade da prefeitura não impede que, havendo disponibilidade de recursos, o DNIT possa fazer investimentos para melhorar suas condições de tráfego. Outro exemplo de uma rodovia federal que se tornou via urbana é a BR-316. Dos seus 293 quilômetros de extensão, pelo Plano Nacional Viário, 30,9 quilômetros dela iria de Satuba até o Porto de Maceió. O DNIT já tem em mãos o layout de um estudo para adaptação da rodovia nesse trecho e sua complementação até o Porto de Maceió. O coordenador do DNIT, Helder Rêbelo, explicou que no trecho da Via Expressa que corta o bairro da Serraria a rodovia apresenta problemas e precisa de adaptações, como a instalação de faixas de ciclovias, já que o número de acidentes envolvendo bicicletas é muito grande. |FAB ### Motorista reclama de acostamento e pouca sinalização Quem vive com o pé na estrada conhece bem os problemas da BR-101 - que corta o País de Norte a Sul - no trecho de Alagoas. Os caminhoneiros Eduardo Wagner, Juarez da Silva Martins, Clodis Marcelo Correa e Jason Guilherme dos Santos aguardavam por uma carga esta semana, num posto à margem da BR-101, no município de Messias. Apesar de não pegar com freqüência cargas para Alagoas, Eduardo Wagner disse que a situação das rodovias federais melhorou muito nos últimos anos. Os buracos, que obrigavam os motoristas a trafegar em marcha lenta e se tornarem alvo de assaltos, praticamente desapareceram do asfalto. ?Hoje, tem apenas alguns trechos com trepidações?. Juarez da Silva, no entanto, acha que ainda existem muitos problemas na BR-101. ?Faltam acostamento e sinalização?, afirma. Segundo ele, nos trechos da estrada onde não há acostamento, se o caminhão tiver algum problema mecânico, o jeito é parar no meio da estrada. ?Como o caminhão é pesado, descer para o acostamento sempre representa risco de tombamento do veículo?, afirma Juarez. Os motoristas também reclamam da falta de terceira faixa na pista. FAS