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Nº 5712
Cidades

Cen�rio � desfavor�vel para queda da taxa de juros, avalia mercado

São Paulo - A variação de 0,8% registrada pelo IPCA em abril ficou próxima do piso das expectativas do mercado (que esperava um índice entre 0,75% e 1%) e a produção industrial em março foi decepcionante, mas a maior parte dos analistas não acredita que o

Por | Edição do dia 12/05/2002 - Matéria atualizada em 12/05/2002 às 00h00

São Paulo - A variação de 0,8% registrada pelo IPCA em abril ficou próxima do piso das expectativas do mercado (que esperava um índice entre 0,75% e 1%) e a produção industrial em março foi decepcionante, mas a maior parte dos analistas não acredita que o Comitê de Política Monetária (Copom) vai cortar os juros na reunião deste mês. O comportamento do câmbio, do risco país e do petróleo - três das mais importantes variáveis levadas em conta pelo Banco Central (BC) - sugerem que a retomada da trajetória de queda da taxa Selic, hoje em 18,5% ao ano, deve demorar um pouco mais. O economista-chefe da Sul América Investimentos, Luiz Carlos Costa Rego, que em geral defende cortes mais agressivos dos juros, entende que, dessa vez, é complicado cortar a Selic. Com a alta do dólar desde a última reunião do Copom, de R$ 2,32 para R$ 2,468, e a manutenção do petróleo em níveis elevados, ele considera possível que haja um novo reajuste de combustíveis. Inflação O fato de a inflação em 12 meses estar em 7,98%, bem acima do teto da meta deste ano, de 5,5%, também é um obstáculo à queda dos juros, ainda que os preços livres - os que são realmente afetados pela política monetária - estejam se desacelerando”, afirma. Em abril, esses preços subiram 0,25%, bem abaixo do 0,45% registrado em março. Segundo Costa Rego, a questão é que o BC perdeu a chance de reduzir os juros de forma mais agressiva nos últimos meses, quando o cenário era mais positivo. A inflação continua concentrada nos preços administrados - que não reagem a mudanças nos juros. O economista-chefe da Crédit Lyonnais Securities Asia, Dalton Gardimam, reconhece que a recuperação da economia é tímida, mas diz que a inflação ainda está num nível muito elevado, o que impede a queda dos juros num momento de pressão sobre o câmbio e o risco país.

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