Cidades
Cratera abre pela s�tima vez e vizinhos socorrem acidentados
| FÁTIMA ALMEIDA Repórter Uma enorme cratera se abriu, mais uma vez, na Avenida Assis Chateaubriand, na madrugada de ontem. Pelas contas dos moradores do bairro São Sebastião (antigo Ouricuri), onde o problema vem acontecendo nos últimos 18 meses, já é a sétima vez que o asfalto cede num trecho de aproximadamente 100 metros, entre a Casa da Comunicação e a primeira lombada eletrônica rumo ao Litoral Sul. Testemunhas afirmaram que um ciclista caiu no buraco e quebrou um braço. O motorista de um Palio escapou por pouco, mas o veículo sofreu sérios danos materiais. ?Foi um milagre ele não ter caído. Duas rodas do carro passaram voando pelo buraco?, diz o comerciante Valter Mishihara. As marcas no asfalto comprovam o relato. O problema, segundo explicações anteriores de técnicos da Companhia de Saneamento e Abastecimenento d?Água de de Alagoas (Casal) é causado pelo desgaste da tubulação antiga (mais de 30 anos), que fura e libera substâncias e gases que abrem espaço no aterro abaixo do asfalto, fazendo-o ceder. A situação é o prenúncio de uma tragédia, mas vem sendo tratada com paliativos. ?Só vão resolver esse problema de uma vez quando acontecer um acidante grave?, alerta o comerciante Lizanel Cândido da Silva. Foi ele quem adotou as primeiras providências para evitar acidentes no local, ontem, quando viu que os asfalto estava cedendo. Colocou pneus da sua borracharia no asfalto e avisou ao Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPtran), que bloqueou a área. ?Por pouco não aconteceu o pior. Primeiro passou uma carreta. O asfalto afundou atrás dela, e logo depois veio o Palio. Não deu tempo avisar. Ele passou voando por cima do buraco. Não caiu por milagre?, diz o borracheiro. Um funcionário do posto que fica a poucos metros de onde a cratera abriu, também testemunhou um acidente. Um rapaz vinha de bicicleta e caiu no buraco. ?Vimos que o braço dele estava quebrado, e levamos para o Pronto-Socorro?, informou. A cratera tomou metade da pista do lado direito, e o trânsito para quem sai de Maceió pela AL-101 Sul teve de ser desviado por dentro do bairro São Sabastião. Prejuízos Já foram tantas as vezes que o asfalto cedeu no local que as pessoas já estão chamando a pista de ?Vulcão de Maceió?. Os moradores já estão acostumados a presenciar a cena e até a identificar os sinais. ?Quando o asfalto começa a baixar, dá uma diferença que a gente sente quando passa?, diz Lizanel. E ninguém se conforma com os prejuízos que o buraco causa. ?Com a pista bloqueada, a gente fica isolado e os negócios param?, diz o borracheiro. Donos de estabelecimentos e funcionários do posto de combustível tambem confirmam o prejuízo.