Cidades
Casal tenta conter cratera no Sobral
| Fátima Almeida Repórter A ação dos gases que se formam na rede de saneamento é apontada por técnicos da Companhia de Saneamento e Abastecimento de Água de Alagoas (Casal), como o principal fator responsável pela abertura das crateras que têm aparecido com freqüência na Avenida Assis Chateaubriand, nas imediações da estação de tratamento do emissário submarino. A diretoria do órgão reconhece que precisa fazer uma intervenção urgente e mais definitiva, para evitar novas erosões, mas alega que o custo da obra estaria acima da capacidade da companhia. Segundo o gerente de Operações da Casal, engenheiro Antônio Fernando, a formação de gases é um problema que atinge qualquer tipo de rede coletora durante o transporte dos dejetos, mas hoje já se faz tubulação pensando nisso. No entanto, no final da década de 80, quando a rede do emissário foi construída, não havia essa opção. ?Os gases se movimentam ao longo da rede, sempre trabalhando por baixo da tubulação e atacando o concreto. Chega um momento que corroem tudo e o asfalto cede, formando essas crateras?, explica ele. De acordo com Antônio Fernando, toda a extensão da rede, que sai da Praça 13 de Maio, no Poço, está vulnerável a essa ação corrosiva (inclusive já aconteceu de o asfalto abrir nas imediações do Bompreço), mas tem sido mais freqüente na Avenida, por causa da maior intensidade do tráfego e do acúmulo de gases no final da tubulação. A nova cratera abriu na madrugada do feriado de 15 de novembro, e quase provoca um acidente sério. Os riscos são grandes, mas, segundo o engenheiro da Casal, é preciso muito dinheiro para uma intervenção em toda a rede. Ele nega, no entanto, que os consertos sejam paliativos. ?Cada vez que consertamos, já vamos repondo o que for necessário para que a área não volte a afundar?, diz ele. O gerente reconhece que a situação representa elevado grau de risco e que precisa ser feito um trabalho urgente, de recuperação e expansão da rede, mas alega que falta dinheiro. Ele calcula que em cada intervenção emergencial, toda vez que o buraco abre, a companhia gasta cerca de R$ 6 mil para remendar cada metro linear. Ele não sabe, ainda, quanto seria necessário para recuperar todo o trecho vulnerável. Ontem a Casal iniciou a obra de recuperação do trecho onde se abriu a nova cratera (a sétima, nas contas dos moradores, que já chamam a área de ?vulcão de Maceió?). A pista deve ficar interditada por, pelo menos, duas semanas.