Cidades
Grevistas amea�am cancelar vestibular
| FÁTIMA ALMEIDA Repórter Em greve há mais de 50 dias, os professores e funcionários da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) falam em radicalizar mais ainda o movimento, e podem comprometer o calendário de realização do vestibular deste ano. Essa hipótese já existe como indicativo do Comando Nacional de Mobilização e será colocada em apreciação em assembléia local, na próxima terça-feira. Segundo a professora Eliene Ferreira, diretora da Associação dos Docentes da Ufal (Adufal) o indicativo de interferir no Processo Seletivo Seriado (PSS), como forma de pressionar o governo a avançar nas negociações, já deveria ter entrado na pauta da assembléia da última quarta-feira, mas não houve quórum para deliberação. A categoria apenas aprovou um calendário de reuniões do comando unificado e a nova convocação de assembléia para a próxima terça-feira pela manhã. Ela informou que a média de reajuste proposto pelo governo federal está em torno de 9,4%, mas a proposta não foi detalhada e os servidores querem saber como o governo vai fazer para cobrir o que está sendo negociado. ?A proposta está muito vazia e numa primeira avaliação achamos que os recursos que constam no projeto de lei, no valor de R$ 500 milhões, não são suficientes. Mas ainda precisamos fazer a avaliação detalhada do projeto?, destaca a professora Eliene. Reitoria rebate Apesar da ameaça, a reitoria da universidade ainda não está trabalhando com a hipótese de interferência no vestibular deste ano. ?Existe uma decisão anterior, tirada em assembléia convocada pela Adufal, de que a greve não vai prejudicar o processo seletivo. É uma decisão muito séria, e precisaria de uma assembléia bem ampla, com quórum para revogar a decisão anterior?, disse a reitora Ana Dayse Dórea. Ela destacou que continua acreditando no compromisso firmado pela Adufal, e no bom senso de professores e funcionários para não prejudicar o vestibular. No País, o comando de greve afirma que 70% da categoria está parada. O movimento atinge 39 das 52 instituições federais. Entre as reivindicações estão o reajuste de 18% do salário-base, paridade da gratificação entre professores da ativa e aposentados e a realização de concursos públicos.