Cidades
AL vira laborat�rio de pesquisa cient�fica
| BLEINE OLIVEIRA Repórter Profissionais da área de Saúde, interessados em pesquisa científica, têm, a partir de hoje, uma oportunidade única de atualizar conhecimentos. Graças ao esforço conjunto das seccionais alagoanas da Sociedade Brasileira de Genitoscopia (SBG/AL) e Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmíssiveis (SBDST/AL), começa hoje em Maceió o 9º Congresso Mundial de Doenças Infecciosas e Imunológicas em Obstetrícia, Ginecologia, Urologia e Dermatologia. É a primeira vez que o evento ocorre no Brasil. Em paralelo, realiza-se o 1º Simpósio Brasileiro para Doenças Sexualmente Transmissíveis e Outras Infecções Genitais. ?Nosso objetivo é inserir Alagoas no cenário da pesquisa científica?, diz o presidente da SBG/AL, José Humberto Chaves. Para ele, esse congresso representa um ganho importantíssimo para os profissionais da área de Saúde. Os dois eventos acontecerão no Hotel Meliá até o dia 26 próximo, reunindo 70 cientistas e pesquisadores de diversos países. Estarão aqui os dirigentes da Sociedade Européia e da Sociedade Internacional para Doenças Infecciosas em Obstetrícia e Ginecologia dos Estados Unidos. Ditando regras ?É um momento único, que não podemos desperdiçar. Durante essa semana vamos conhecer e participar de discussões com os especialistas que ditam as regras no campo da infectologia para o mundo?, ressalta José Humberto, que é presidente da SBG/AL e professor do Departamento de Saúde da Mulher da Universidade de Ciências de Alagoas (Uncisal). Ele encara o Congresso Mundial como momento oportuno para troca de experiências entre os profissionais de saúde (médicos, assistentes sociais, psicólogos, enfermeiros e outros), mas principalmente como uma chance que os alagoanos têm de adquirir conhecimento para criar, no Estado, uma cultura de pesquisa científica. ?O que infelizmente ainda não temos?, lamenta a professora Cledna Melo Barbosa, da Universidade Federal de Alagoas, e presidente da SBDST/AL. As inscrições começam às 10h de hoje. Vão participar cientistas da Holanda, Ucrânia, Espanha, Alemanha, Estados Unidos, Áustria, Checoslováquia, Suécia, Portugal, Polônia, França e outros. Os organizadores em Alagoas esperam celebrar convênios capazes de trazer ao Estado, para cursos nas universidades públicas, alguns desses renomados cientistas. ?Temos de avançar para melhorar a assistência nas doenças infecciosas?, completa José Humberto.