Cidades
Demanda alta favorece clandestinidade
| FERNANDO VINÍCIUS Repórter Maragogi - As oportunidades de emprego proporcionadas pela alta temporada não estão restritas ao mercado informal. Dados da agência do Ministério do Trabalho em Maragogi indicam o aumento de Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) assinadas no começo de cada ano. Somente entre janeiro e fevereiro de 2005 foram registradas 430. Por outro lado, surgem denúncias de exploração de mão-de-obra. Pessoas convidadas para ingressar no mercado de trabalho por meio de estágio sem remuneração, apenas com a promessa de uma possível contratação que dificilmente acontece. Segundo José Róbson Nobre, chefe da agência de Maragogi, a situação geralmente ocorre em hotéis de alto nível e pousadas de grande porte. Ele cita o caso denunciado segunda-feira, 14, por uma mulher que trabalhou como recepcionista durante um mês sem receber qualquer tipo de vencimento. ?O caso já foi encaminhado para a fiscalização em Maceió, que garantiu estar aqui até o final deste mês?, informou Róbson Nobre. fiscalização precária A falta de pessoal impede que a agência trabalhe com maior eficiência em sua área de abrangência, que compreende todos os municípios entre Barra de Santo Antônio e Maragogi. A única cidade do interior de Alagoas que tem um fiscal lotado é Arapiraca, por causa da subdelegacia instalada na cidade que é a ?Capital do Fumo?. Apesar da queixa recente, Nobre informa que a situação já foi pior, mas reclama que os próprios trabalhadores clandestinos se escondem quando a fiscalização chega aos locais denunciados, provavelmente por medo de perder a chance de conquistar uma vaga no concorrido mercado de trabalho.