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Camel� vai ocupar Centro durante Natal

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| FÁTIMA ALMEIDA Repórter Os camelôs do Centro da cidade devem permanecer nas ruas do comércio durante o período natalino, mesmo após a data prevista para inauguração da primeira etapa do projeto de requalificação, no próximo dia 5. Eles vêm batalhando para não serem removidos em plena efervescência das vendas de fim de ano, e ainda não receberam uma resposta oficial da Prefeitura. No entanto, o próprio secretário municipal da Indústria e Comércio, Rafael Tenório, reconhece: as obras do shopping popular, onde serão instalados os camelôs, próximo à Praça dos Palmares, só devem ficar prontas em janeiro. ?Vejo 99% de impossíbilidade de tirá-los do comércio antes do Natal. Só podemos levá-los para a área do estacionamento depois de concluirmos as obras. A área já foi alugada, algumas paredes demolidas, e a construção da infra-estrutura vai começar nos próximos dias?, disse o secretário. A expectativa deixa alegres os vendedores ambulantes, que já haviam percebido a impossibilidade de se mudar antes do final do ano. ?As obras do Centro estão sendo finalizadas para a inauguração. Mas a obra do shopping popular está paralisada. Tem um monte de tijolo e metralha no local, mais nada. Do jeito que está, não atende nem 1% do que foi combinado com a categoria?, diz o presidente da Associação dos Camelôs, Laerson Lira. Ele destacou que tudo, até agora, vem sendo resolvido por intermédio de negociação, e que os camelôs não voltaram a ocupar a área requalificada do Centro graças a esse entendimento que vem sendo feito por meio da associação. ?Acho que a prefeitura está sensível a nossa reivindicação. Não acredito que eles tenham interesse em quebrar esse processo, tirando o pessoal de lá na marra, porque, nesse caso, não haverá mais controle, e eles voltarão?, diz Laércio. A reivindicação da categoria é permanecer nas ruas que não foram contempladas pelo processo de requalificação, até passar o período de vendas de fim de ano. ?Se eles saírem agora, o prejuízo vai ser grande, porque as pessoas precisam de um tempo para se acostumar com o novo endereço. E precisa também de estrutura, para não acontecer o mesmo que ocorre com os vendedores de frutas e verduras, colocados na Praça da Cadeia?, diz Laércio. Prejuízos na praça A situação dos vendedorese de frutas e verduras é de grandes prejuízos. Eles não têm a menor estrutrura e perderam a clientela que comprava na Rua das Árvores, onde trabalhavam até cerca de um mês atrás. ?Aqui é muito quente. As sombrinhas não dão vencimento. A mercadoria se estraga com freqüência?, diz a vendedora Sônia Maria dos Santos. Segundo os vendedores, o movimento é tão pequeno que dá até sono. ?Estamos devendo, comprando fiado e sem poder pagar. Aqui a gente não vende nem 10% do que vendia na Rua das Árvores?, diz Benedito Tavares.

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