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Empres�rio monta bar em �rea p�blica

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BLEINE OLIVIERA Repórter Um dos pontos turísticos da capital, o mirante Pierre Chalitta, como os demais em toda a cidade, está abandonado pelo poder público. Aquele logradouro, de onde se tem uma visão privilegiada de todo o Centro, da Lagoa Mundaú e de parte da orla marítima, há anos é local de moradia de famílias sem-teto e de drogaditos (cheira-cola). O que seria um ponto turístico é, na verdade, a causa da reclamação dos moradores da área. Eles se queixam do abandono a que a Prefeitura submete aquele logradouro público e se dizem temerosos de assaltos pelo isolamento do local, que à noite fica às escuras. Dispostos a contribuir com a luta dos moradores pela recuperação do mirante, um empresário decidiu ocupar um trecho daquela área. Ele adquiriu um dos vários imóveis vazios da Rua Ambrósio, uma das mais antigas de Maceió, onde se localiza o mirante do Chalita, e lá montou um bar. O ?Churrasquinho do Édson?. Embaixo das frondosas e centenárias amendoeiras estão espalhadas cadeiras e mesas para que os fregueses do bar possam curtir o belo visual que têm diante de si saboreando o tradicional churrasquinho, uma cerveja ou refrigerante bem gelado. O visual é belíssimo, principalmente ao entardecer. Observar o pôr-do-sol dali é, de fato, um privilégio colocado à disposição de todos, mas que poucos conhecem ou aproveitam. Ação cidadã É com argumentos como esse que o comerciante Edson Pereira justifica sua atitude. Ele admite que está ocupando um espaço público, mas ressalta que a situação no mirante é bem melhor agora, com a instalação de seu negócio, do que antes quando a área era dominada ?por cheira-cola?. O comerciante vai mais longe ao dizer que, antes de reformar a casa onde funciona o bar e de pintar a mureta no trecho que está ocupando, fez várias fotos do ambiente para uma avaliação comparativa. ?Qualquer um pode vir aqui e vou mostrar como isso aqui estava e como ficou?, afirma Edson. Para garantir sua presença naquela área, o comerciante tratou de buscar o apoio dos moradores. Ele iniciou a coleta de assinaturas num documento que encaminhará à Prefeitura de Maceió, mostrando que seu empreendimento não traz danos para a comunidade. Pedindo apoio ?Ao contrário, tenho recebido apoio de muita gente, que lembra como isso era antes?, declara ele. Além do abaixo-assinado, Edson procurou a Superintendência Municipal de Controle do Convívio Urbano (SMCCU), a quem pediu um projeto de exploração da área. Informado por um assessor de que o comerciante havia recorrido ao órgão, o superintendente Ednaldo Marques prometeu analisar o caso. ?Vamos analisar e ver o que pode ser feito. Se houver possibilidade de uso do espaço público de forma planejada e sem danos à população, ele pode ter esse direito? , afirmou o superintendente.

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