loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Incra acusa sem-terra de atrasar reforma

Ouvir
Compartilhar

| BLEINE OLIVEIRA Repórter O superintendente do Instituto de Colonização e Reforma Agrária de Alagoas (Incra), Gino César Menezes, apontou os próprios trabalhadores rurais como responsáveis pelo atraso nos processos de reforma agrária que já estão em andamento. Ele, que tem marcada para esta segunda-feira, às 14h, reunião com a direção do Incra, em Brasília, disse que as ocupações às sedes do instituto impedem o trabalho técnico-administrativo e, em conseqüência, documentos e processos deixam de ser encaminhados no prazo previsto. ?Os próprios trabalhadores são prejudicados. Tudo atrasa?, afirma Gino César, revelando que seis processos deixaram de ser encaminhados esta semana. Exigência O superintendente anunciou que está definindo o encontro de uma comissão de oito agricultores dos movimentos que lutam pela reforma agrária em Alagoas com o presidente nacional do Incra, Rolf Hackbart. Para que o encontro fosse realizado, as lideranças dos movimentos tiveram de ceder a uma exigência. A condição para que a reunião ocorresse foi a desocupação dos órgãos estaduais e federais, invadidos há uma semana por cerca de seis mil sem-terra. Gino viaja nesta segunda-feira, para participar de uma reunião sobre a situação dos processos de Alagoas. ?Também vou acompanhar os processos das terras de Boa União e Lagoa da Cachoeira?, justificou. O governo federal publicou ontem, no Diário Oficial da União, o decreto que declarou 22 propriedades de interesse social em Alagoas. Liberadas para reforma agrária, as propriedades, que pertencem ao complexo Agrisa, possibilitarão o assentamento de cerca de duas mil famílias. ### Trabalhadores trocam prédios pela Sinimbu FÁBIA ASSUMPÇÃO Repórter Os movimentos sem-terra que ocupam Maceió desde a última terça-feira recuaram da ameaça de ocupar mais prédios públicos federais, depois que foi aberto o canal de negociação com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), em Brasília. Ontem, trabalhadores sem-terra voltaram a fazer uma passeata pelas ruas do Centro da cidade, para mostrar à população o motivo da presença deles em Maceió. De acordo com uma das coordenadoras do Movimento Sem Terra (MST), Débora Nunes, uma comissão formada por representantes dos quatro movimentos vai a Brasília na próxima segunda-feira. Com a abertura de negociação com o governo, parte dos prédios federais ocupados por trabalhadores sem-terra começou a ser desocupada ontem. Entretanto, segundo os sem-terra, alguns trabalhadores continuarão acampados na Praça Sinimbu, onde está localizado o Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Na manhã de ontem, caminhões com vários sacos de alimentos estavam sendo descarregadas no local. Faxina Os prédios estaduais também foram desocupados. Ontem de manhã, na Secretaria de Infra-estrutura, no prédio do antigo Hotel Beiriz, não houve expediente. No Instituto de Criminalística muitas salas ainda continuavam trancadas. Na Secretaria de Agricultura, praticamente todo o prédio estava limpo no meio da manhã. De acordo com o secretário-adjunto, Roberto Paiva, os próprios sem-terra se encarregaram de limpar o local.

Relacionadas