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Mutir�o do MP tenta acelerar processos parados no F�rum

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| FÁBIA ASSUMPÇÃO Repórter Os nove promotores que participam de um mutirão para acelerar o andamento dos processos em atraso na 6ª Promotoria Especializada Criminal da Capital vão ter muito trabalho pela frente. Cada um vai pegar, cada vez que for ao Fórum de Maceió, no Barro Duro, pelo menos cinco processos das centenas que estão parados na Vara de Execuções Penais. A promotora Delma Maria Costa, que substitui o promotor titular da Promotoria de Execuções Penais, não soube informar o número exato de processos, mas disse que é uma quantidade impossível de ser analisada por apenas um promotor. Ela explicou que os mutirões na Vara de Execuções Penais são realizados sempre que há grande número de processos acumulados. Segundo Delma, um dos motivos para o acúmulo de processos em atraso na Vara de Execuções Penais é o número reduzido de servidores do Ministério Público Estadual. De acordo com ela, ao contrário da Justiça, que dispõe de assessores e estagiários para dar apoio aos magistrados, o Ministério Público sofre restrições para contratação de apoio devido à falta de orçamento. Apoio O procurador-geral de Justiça, Coaracy da Fonseca, afirmou que o mutirão é também uma forma de contribuição do Ministério Público para amenizar a crise que afeta o sistema prisional de Alagoas. Nas últimas rebeliões ocorridas nos presídios Rubens Quintella e Cirydião Durval, o principal motivo alegado pelos presos foi a demora para julgamento dos processos pela Justiça. A portaria nomeando os nove promotores que vão participar do mutirão na Promotoria de Execuções Penais foi publicada no Diário Oficial. Eles vão acumular o trabalho de suas promotorias com a de Execuções Penais. São eles: Adivaldo Batista de Sousa Júnior, Saulo Ventura de Holanda, Napoleão José Calheiros, Almir José Crescêncio, Maurício Amaral Wanderley, Sílvio Azevedo Sampaio, Antônio Luiz dos Santos Filho, José Alves de Oliveira Neto e Anderson Charles da Silva. Desde a semana passada, a Defensoria Pública também realiza um mutirão no presídio Rubens Quintella, para analisar a situação jurídica dos mais de 350 presos. Várias irregularidades já foram identificadas, como prisões ilegais e presos que já cumpriram pena, mas que ainda não tiveram expedido o alvará de soltura pela Justiça.

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