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AL tem pior �ndice de expectativa de vida

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| CRISTINA LIMEIRA Repórter Em Alagoas, vive-se menos quando velho e morre-se mais quando criança. É o que revela a pesquisa Tábua da Vida 2004, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa mostra que a expectativa do alagoano ao nascer é de viver 65,5 anos, abaixo da média nacional, que é de 71,7 anos. O Estado ocupa o último lugar no ranking das unidades da federação com as maiores esperanças de vida. As crianças alagoanas também continuam morrendo mais antes de completar um ano de vida. De acordo com a pesquisa, a taxa de mortalidade infantil no Estado é de 55,7 por cada mil crianças nascidas vivas, contra 26,6 no Brasil. Os dados são contestados pelo governo de Alagoas, que só admite taxa de mortalidade infantil de 29. A pesquisa do IBGE engloba os anos de 1980 a 2004 e revela uma evolução na expectativa de vida do brasileiro e uma queda considerável na taxa de mortalidade infantil em todo o País. Entretanto, esta realidade ainda fica a desejar em Alagoas, que continua apresentando os piores índices do País. Para a secretária-executiva de Saúde, Kátia Born, mesmo que o IBGE coloque Alagoas em último lugar na pesquisa em relação à mortalidade infantil, o Estado vem melhorando os índices nos últimos sete anos. Ela cita como exemplo o município de São José da Tapera. ?Seis anos atrás, de cada mil crianças nascidas vivas, 356 morriam antes de completar um ano de idade; hoje, a taxa de mortalidade infantil no município é de 13 em cada mil nascidos vivos?. Vida longa De acordo com o IBGE, ao longo de 24 anos a esperança de vida ao nascer no País cresceu anualmente cinco meses em média. A expectativa de vida varia de acordo com as unidades da federação. Enquanto Alagoas ocupa a última posição, com 65,5 anos, o Distrito Federal aparece em primeiro lugar no ranking, com 74,6 anos. Apesar da evolução, o Brasil ainda é o 82º em esperança de vida ao nascer e o 99º em mortalidade infantil no ranking da Organização das Nações Unidas (ONU). O primeiro colocado entre os 192 países que integram o ranking da ONU em esperança de vida é o Japão, com 81,9 anos. O país que tem o menor índice de mortalidade infantil é a Islândia, com 3,2 óbitos a cada mil crianças nascidas vivas. Morte abreviada Com relação à taxa de mortalidade infantil no Brasil, ela caiu 61,5% entre 1980 e 2004, saindo de 69,1 óbitos a cada mil crianças nascidas vivas para 26,6 óbitos para cada mil nascidos vivos. Em 2004, as menores taxas do País eram do Rio Grande do Sul (14,7 óbitos a cada mil nascidos vivos) e São Paulo (17 óbitos para cada mil nascidos vivos) e as maiores eram de Alagoas (55,7) e do Maranhão (43,6). A secretária-executiva de Saúde, Kátia Born, diz que os números do IBGE não refletem a realidade de Alagoas. De acordo com ela, em 2004 o Estado registrou taxa de mortalidade infantil de 29 óbitos para cada mil crianças nascidas vivas. Até outubro deste ano a taxa foi de 30,01 óbitos para cada mil nascidos vivos. Os números apresentados pela secretária têm como base o Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB) alimentado pelas equipes do Programa Saúde da Família (PSF). Os dados são coletados pelas equipes do PSF nas famílias atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Alagoas tem hoje 844 equipes do PSF atuando em todo o Estado, segundo a Secretaria Executiva de Saúde. Para a secretária Kátia Born, enquanto o IBGE trabalha em cima de estimativas socioeconômicas, os dados coletados pelas equipes do PSF são mais fidedignos. ?Antigamente, o que o IBGE dizia ninguém contestava. Hoje já existe uma discussão no Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde em relação a essas disparidades nas pesquisas divulgadas pelo IBGE?, diz Kátia Born.

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