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V�tima de clonagem, dentista tenta ser ressarcida por banco

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| BLEINE OLIVEIRA Repórter Há cerca de um mês, a dentista Elisângela Cordeiro Gouveia, 31, residente no Barro Duro, entrou em pânico ao verificar que sua conta na Caixa Econômica Federal, agência do Iguatemi, registrava saques acima de R$ 30 mil. Cliente há mais de três anos, ela teve o cartão clonado e até agora enfrenta os prejuízos de ver sua poupança esvaziada de forma criminosa. A dentista é mais uma vítima da clonagem de cartões bancários, crime que vem crescendo assustadoramente em Alagoas. O delegado de Defraudações, Nílson Alcântara, confirma o avanço dessa ação criminosa. ?Chega a 15 registros por semana?, informa o delegado. Desse total, acrescenta, 80% são queixas contra a Caixa. Sem acreditar No caso de Elisângela Cordeiro foram efetuados mais de 36 saques entre os dias 13 e 21 de outubro último. Ela explica que como se tratava de uma conta de poupança, ficou despreocupada e poucas vezes solicitou extratos, seja na agência seja em terminais eletrônicos. O acompanhamento era feito nas vezes em que fazia depósitos. Por isso, Elisângela se surpreendeu quando ao perceber que sua conta estava com limite excedido recorreu à poupança e verificou que dos R$ 34 mil depositados por ela e o pai, Valderi Gouveia, restavam menos de R$ 5 mil. ?Imaginei que tivesse ocorrido algum erro, mas a funcionária me disse que não. Isso me deixou desesperada e sem acreditar que fosse verdade?, relata a dentista. Ela diz que chegou a chorar diante do gerente da Caixa, tamanho o desespero de que foi tomada. Segundo o relato de Elisângela, um dos gerentes lhe informou que seu cartão fora clonado e lhe orientou sobre as providências que deveria tomar para ser ressarcida. ?Mas, dois dias depois, outro gerente me disse que não havia garantia de que o dinheiro voltaria a minha conta?, reclama. Decisão judicial Passados mais de 45 dias, ?sem receber qualquer informação da Caixa?, Elisângela decidiu recorrer à Justiça. Ela entrou com ação de ressarcimento e danos morais na 7ª Vara Civil, para ter seus direitos assegurados. ?A Caixa não me respeitou como cliente e nem deu segurança ao meu dinheiro?, declara a dentista. Indagado sobre o índice de queixas contra a instituição, o assessor de Comunicação da Caixa, Pedro Araújo Paes, disse que a clonagem pode ocorrer em qualquer instituição. ?Não há vulnerabilidade, mas um ataque constante ao sistema financeiro?, argumenta. Sobre o caso da dentista, Pedro Paes disse que a Caixa reconhece os saques ilegais, mas respeita a decisão dela de recorrer à Justiça. ?Já que não podemos resolver no âmbito administrativo, temos que aguardar a decisão judicial?, informa o assessor.

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