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Procurador nega crise, mas diz que cr�ticas s�o equivocadas

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O procurador-geral de Justiça, Coaracy da Mata Fonseca, negou a existência de uma crise entre o Ministério Público (MP) e o Tribunal de Justiça (TJ), provocada por críticas da desembargadora Elizabeth Carvalho do Nascimento com relação a sua postura na defesa da concessão de habeas corpus ao ex-secretário de Ressocialização, Valter Gama, e ao diretor do presídio Baldomero Cavalcanti, Jair Macário, acusados de envolvimento no assassinato do fazendeiro Fernando Fidélis. Coaracy Fonseca disse que a sua defesa para a concessão dos habeas corpus ao ex-secretário Valter Gama e ao ex-diretor Jair Macário estava baseada em critérios técnicos. Na última terça-feira, a desembargadora Elizabeth Nascimento, durante o julgamento dos dois habeas corpus, criticou o procurador Coaracy Fonseca por sua postura ?parcial? e a falta de apoio aos promotores Marcus Mousinho, Alfredo Gaspar de Mendonça e Karla Padilha, que investigam a morte do fazendeiro Fernando Fidélis. BOM TRATO ?As críticas da desembargadora foram equivocadas, feitas em um momento infeliz. Eu sempre tive um bom trato e um bom entendimento com a desembargadora Elizabeht Nascimento. O meu parecer, a favor dos habeas corpus do ex-secretário Valter Gama e do ex-diretor Jair Macário foi baseado em aspectos técnicos; considerei que não haveria elementos para caracterizar a prisão. Os elementos utilizados para o pedido de prisão eram fragéis, inclusive seis desembargadores votaram favorável ao habeas corpus?. Sobre as críticas de uma suposta ligação com o governador Ronaldo Lessa, que o indicou para a Procuradoria Geral de Justiça, Coaracy garantiu que o MP mantém uma postura de independência. ?O Ministério Público é independente e não age pensando em quem vai atingir?, disse. A assessoria do Tribunal de Justiça informou que a desembargadora não iria se pronunciar sobre as declarações do procurador Coaracy. |GF

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