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Homenagens a Iemanj� lotam praias

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| CARLA SERQUEIRA Repórter Da Jatiúca a Pajuçara, as manifestações em homenagem a Iemanjá tomaram toda a praia durante o dia de ontem. Devido ao sincretismo religioso, a data que comemora o dia de Nossa Senhora da Conceição foi associada ao dia que os praticantes da umbanda dedicam para agradecer a Iemanjá, considerada a rainha dos orixás, pelas conquistas alcançadas durante o ano. Ana Maria Nunes da Silva veio de Viçosa com cerca de 30 pessoas. Lá ela pratica a umbanda no terreiro chamado Africano São Jorge. ?Hoje é um dia muito importante. Viemos cumprir a nossa obrigação: agradecer pelos pedidos atendidos?, disse. Em barcas, imagens de Iemanjá e Oxalá - considerado o rei da Nação, segundo Ana Maria Nunes, foram levadas ao mar. Dentro delas, presentes como perfumes, sabonetes e dinheiro são destinados a eles como forma de agradecimento. Os rituais na areia chamaram a atenção de curiosos, principalmente de turistas. Observando as danças estava o casal português João Silveiro e Maria do Ceú, ambos funcionários públicos e de férias na capital alagoana. ?Achamos muito interessante a cultura afro-brasileira. Os ritmos do batuque só conhecemos por causa de brasileiros que vivem lá em Portugal. É muito bom poder conhecer a cultura daqui?, disse João Silveiro. De Capela veio o Centro Espírita Cobra Criada. Liderando o grupo estava o ?Pai Pequeno?, Clemerson Vander, 25 anos. Ele explicou que Iemanjá é a rainha dos orixás e que tem como protetora Nossa Senhora da Conceição. ?Existem várias nações dentro do candomblé. A nossa, por exemplo, é nagô com umbanda. Cada grupo tem uma variação em seu ritual. Alguns se vestem de branco, cor da paz. No nosso, cada integrante veste uma cor que representa orixás diferentes?, revelou. Rodney Jesus da Silva chegou de São Paulo para passar as férias em Maceió e comemorar com a esposa 15 anos de casamento. ?Sou praticante do candomblé em Campinas. Por isso imaginei que iria ter alguma manifestação por aqui. É muito bom ver que a cultura afro está forte em todo o País?, dizia, enquanto filmava os rituais para levar como lembrança e mostrar aos amigos. ?Aqui é um pouco diferente. Em São Paulo, as comemorações são concentradas em santos e começam na madrugada e vão até o meio-dia?, disse Rodney. O técnico em informática João Menezes, 50 anos, mora em Maceió e afirmou que nunca perde as manifestações do candomblé no dia 8 de dezembro. ?Venho todas as vezes. Acho muito bonita a cultura afro. Gosto de ver os atabaques, as danças. São curiosos os códigos que eles usam. Os alagoanos deveriam vir mais assistir às homenagens. As danças, as vestimentas contam a nossa história também?, disse ele, lamentando o preconceito que muita gente nutre pelos rituais negros. ?Eu não tenho preconceito e acho uma bobagem quem tem?.

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