Cidades
Produtores de laranja ganham cr�dito
| IVAN NUNES Repórter União dos Palmares - Santana do Mundaú foi o primeiro município da zona da mata alagoana contemplado com uma linha de financiamento para custeio oferecida pelo Banco do Nordeste. A Associação dos Produtores de Laranja-lima de Santana do Mundaú vai receber recursos da ordem de R$ 280 mil, fruto de um convênio que será assinado hoje, entre a associação e a instituição financeira, visando à aquisição de caixas plásticas para acondicionar laranja-lima a ser comercializada em Alagoas e Pernambuco. Segundo o presidente da associação, Antônio Carlos, a iniciativa permitirá aos produtores comercializar a laranja dentro dos padrões e exigências do mercado nordestino, seguindo as diretrizes do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDS). A linha de financiamento está dentro do programa implantado pelo Banco do Nordeste para incentivar investimentos que promovam a diversificação econômica da zona da mata alagoana. Antônio Carlos destaca o apoio da Secretaria Executiva de Agricultura no processo que resultou na liberação dos recursos. ?O apoio da gerência regional da secretaria foi fundamental ao longo desse processo de negociação com o Banco do Nordeste?, diz o presidente da entidade. Na hora certa Na opinião do gerente regional da Secretaria Executiva de Agricultura (Seagri), Ademir Simeão, o crédito está vindo na hora certa. Ele lembra que as cidades de Ibateguara, Murici, Branquinha, União dos Palmares e São José da Laje, que ainda não formularam pleitos ao Banco do Nordeste para investir no agronegócio podem seguir o mesmo caminho de Santana do Mundaú. ?Esse programa, denominado Território da Zona da Mata, dispõe de recursos para a construção de estradas vicinais e serviços ligados à infra-estrutura por meio do Pronaf?, diz Ademir Simeão. O programa já foi instituído nas regiões do semi-árido e agreste de Alagoas, beneficiando produtores dessas regiões com linhas de financiamento. Articulação Para a gerente da agência regional do Banco do Nordeste, Tereza Ângela, ?tudo isso é fruto da realização de cinco oficinas que o banco promoveu nas mais diversas cidades de nossa região?. Ela destaca a importância da organização da cadeia produtiva da laranja, para garantir a sua produção e, conseqüentemente, sua comercialização. ?É preciso que o produtor se organize na hora de vender e que o faça de forma adequada. Estamos ajudando a mudar essa realidade, não se pode mais comercializar laranja-lima como vinha sendo feito até agora, com o fruto sendo jogado no chão após a colheita e acondicionado de maneira errada nos caminhões. É preciso atender às exigências do mercado nacional para conseguir resultados positivos na venda de laranja-lima em outros estados brasileiros?, disse a gerente.